Verdadeiras batalhas

Aos vinte e dois anos tive minha primeira crise de artrite reumatoide. Na época tinha um bebê de 4 meses e fiquei por alguns dias impossibilitada de colocá- la nos braços sem ajuda. Os médicos não chegaram a um diagnóstico.Os anos se passaram e sempre que sentia os sintomas tomava uma injeção de diprospan que logo melhorava e isso foi se arrastando por 21 anos. Aos 41 anos fiz uma esterectomia,  e um ano depois os sintomas vieram pra valer. Fiquei em uma situação que não conseguia trocar de roupa sozinha e os pequenos serviços domésticos se tornaram verdadeiras batalhas. Tempos difíceis que me trouxeram muita aflição. Mudei minha rotina, deixei a academia e passei evitar sair de casa para me poupar,  pois tudo me cansava e causava dores terríveis.

Fiz uso de cloroquina, metotrexate e leflunomida, uma dose de corticoide foi indicada como dose de manutenção, já que meu corpo sempre respondeu bem aos corticóides. Durante esse tempo engordei e perdi a vaidade. Deixei de passear para evitar encontrar pessoas que se admiravam com meus quilos a mais. Sou casada, tenho três filhas, duas adultas e uma adolescente. A minha filha é médica e sempre me ajuda pagando consultas com uma renomada reumatologista. Tem sido uma batalha difícil pois a AR é uma doença de difícil controle e quando entro em crise, mesmo fazendo uso de medicamentos, sofro muito. Passo noites sem dormir por conta das dores e falto ao trabalho por me encontrar totalmente impossibilitada de exercer minha profissão.

Em resumo,tento me conscientizar que tenho uma doença crônica e tento aprender a conviver com ela, mas confesso que ainda me assusto com a agressividade que as crises acontecem e mudam planos adiando sonhos. Mas tenho Fé e acredito que Deus há de estabilizar minha doença para que eu possa voltar a ser a pessoa ativa e produtiva que sempre fui. Há vida com artrite reumatoide, portanto há esperança de dias melhores.

Me chamo Sandra Mara de Oliveira Leal Sampaio, tenho 47 anos, convivo com a artrite reumatoide há 4 anos, sou professora, moro em Teresina – PI.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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