Uma herança de família

Na realidade venho de uma família que já está habituada com a Artrite Reumatoide, mas engraçado é que eu achava que essa não seria a minha realidade, tinha certeza que seria poupada. Há alguns anos comecei sentir umas dores nas articulações das mãos que passavam sem medicação. Acompanhava o desenvolver das deformidades de uma irmã que mesmo tomando medicamentos pesados não conseguia controlar a doença e não quis enxergar que tinha esse inimigo dentro de mim.

Vieram as dores nas mãos, fascite plantar e constantes inchaços, só que a minha negação era tão grande que eu me recusava a procurar tratamento. Devido a inchaços maiores tanto nos pés como nas mãos resolvi procurar um reumato que pediu alguns exames sorológicos e concluiu que eu não tinha a doença. Sugeriu para que eu procurasse uns tratamentos alternativos porque o meu caso era que eu estava impressionada com a doença da minha irmã.
Em meados de 2016 vi que os inchações e as dores na sola dos pés pioraram e o joelho direito estava incomodando demais. Passei 6 meses mancando sem procurar ajudar. As dores chegavam e iam embora. Em Dezembro o meu joelho esquerdo começou a inchar e os meus pés simplesmente não conseguia sequer colocar no chão. Marquei ortopedistas mas graças a Deus um colega de trabalho me indicou uma reumato que não precisou de exames sorológicos para dizer que eu tenho AR. Depois de meses de dor intensa consegui dormir e trabalhar hoje.

Infelizmente fiquei triste porque farei uma terapia com anti-flamatórios e corticoides. Estava tentando emagrecer por já estar 8 quilos acima do peso e vou conviver com o fantasma da retenção e gordura abdominal e no rosto. Contudo sei que vou sair vitoriosa e vou arregaçar as mangas e fazer uma boa dieta e voltar as minhas atividades físicas de baixo impacto. Creio que não é o fim mas um novo recomeço pois seu eu deixar que a doença me abata significa que ela venceu. Os remédios além do corticoide, são metotrexato, cetoprofeno e outro no momento que não lembro o nome (iniciei ontem). Depois volto para contar como estou me saindo. Espero que até lá esteja bem e magra, rsrs.

Me chamo Ceci Lima, tenho 50 anos, convivo com a artrite reumatoide há 8 anos, sou vendedora, moro em Recife – PE.

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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