Transição do biológico EV para o SC, existe diferença?

“Apliquei o abatacept SC pela primeira vez. Não senti mais nada além daquela dorzinha chata e o geladinho do medicamento que só quem toma biológico SC sabe.”

Olá PessoAR tudo bem com vocês? para quem não sabe eu utilizo o biológico abatacept há quase 5 anos e há 4 anos estou em remissão. Mas quem faz a aplicação do seu biológico em centro de infusão sabe como é ruim ficar 2 e as vezes 4 horas sentada, além de ter o desgaste do deslocamento da casa para a clínica/hospital. Muitas vezes precisamos de um acompanhante para ir junto e isso tudo atrapalha o nosso cotidiano.

Eu sempre torci muito para que o meu biológico sempre fosse subcutâneo. Pois por experiência própria, com o adalimumabe era maravilhoso. Acordava no dia da aplicação, abria a geladeira, retirava o medicamento, aguardava aqueles 15 minutinhos e fazer a aplicação. Em menos de um minuto. Pronto! Fico pronta para viver minha vida com qualidade e o melhor, sem dor. Mas quando o adalimumabe perdeu a eficacia no meu organismo, eu lamentei muito, porque eu amava tanto ficar sem dor, e quem não ama né?

“O meu medo era de que a medicação fosse diferente e que não atendesse ao que eu esperava.”

Eu havia esquecido como a dor era devastadora e causadora de tanto caos na minha vida. Enfim, o reumatologista receitou um novo biológico. Porém desta vez eu não poderia mais aplicar em casa. Passei a me deslocar até uma clínica, e assim foi por 4 anos. Neste ano de 2017 o abatacepte foi liberado no SUS na sua forma de administração subcutânea e eu comemorei tanto isso! Conversei com meu médico e falei que queria muito que fosse trocada a forma de administração. O parecer dele foi positivo em relação a isso, então corri para a farmácia de alto custo e solicitei a troca. Retirei pela ultima vez as 3 caixas do medicamento EV¹ e apliquei pela última vez na clínica.

Mas nem tudo são flores. Precisei aguardar 40 dias para receber pela primeira vez a caixa com as 4 seringas prontas para uso. Com o medicamento em mãos corri para casa pensando logo em já começar a usa-lo. Assim que retirei o medicamento da caixa, confesso que bateu uma insegurança e um certo medo. E se a eficácia não fosse a mesma? E se me desse alguma reação alérgica ou efeito colateral inesperado? Guardei o medicamento na geladeira novamente e fiquei uns 2 dias refletindo sobre isso. O meu medo era de que a medicação fosse diferente e que não atendesse ao que eu esperava.

Decidi encarar de frente. Li todas as instruções que vieram dentro da caixa do medicamento (as instruções, não a bula! rsrs) e apliquei! Apliquei o abatacept SC pela primeira vez. Não senti mais nada além daquela dorzinha chata e o geladinho do medicamento que só quem toma SC² sabe. Mas a dúvida que fica é: Existe diferença? Pretendo fazer um vídeo no meu canal contando com mais detalhes sobre essa transição e o que eu percebi de diferente. O que acham? Deixem nos comentários sua experiência sobre transição medicamentosa, qual foi seu maior desafio/dificuldade?

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Por Dayane Ferreira de Melo

¹ Endovenoso, ²Subcutâneo.

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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