Sou professora convivendo com artrite reumatoide e não tenho condições de voltar à sala de aula

Há uns 4 anos atrás comecei a conviver com inflamações e dores nas articulações dos pés , joelhos, tornozelos, punhos, mãos, cotovelos, ombros e quadril, mas meus exames sempre foram negativos para doenças reumáticas.

Passei por vários médicos da região e me disseram que era tendinite, fascite plantar nos pés, sinovite em mãos. Porém as dores e inflamações, foram piorando com o passar do tempo passei com um medico bem conceituado reumatologista de Sorocaba. Pediu vários exames e com o meu relato, constatou-se artrite reumatoide soronegativa caracterizado por poliartrite cronica, com fator reumatoide negativo.

No exame físico, observou-se sinovite em mãos. Apresento também dor a palpação de punhos e joelhos, e também muitas dificuldades de movimentação. Desde então venho fazendo um tratamento com os medicamentos Tocilizumabe, metotrexate, miosan, meloxican e achiflan creme. Apesar das dores suportáveis, as inflamações estão  menos severas.
Sou servidora publica municipal há 28 anos e tenho um cargo efetivo com professora da educação infantil, porém trabalho em um lugar que me obriga a fazer movimentos repetitivos, passar muito tempo em pé ou agachada, subir e descer escadas, situações que me trazem dor, desconforto e stress, porém fazem parte do meu trabalho.

Já estava trabalhando na secretária da educação em uma outra função no ano de 2015 , e mesmo com meu laudo medico pedindo a readaptação, o medico perito da minha cidade disse que eu estava apta para voltar em sala de aula, contestando meus laudos médicos.
Hoje me sinto injustiçada, sem condições físicas e psicológicas para sala de aula.

Me chamo  Leila Silvia Nunes, tenho 47 anos, convivo com a artrite reumatoide há 5 anos, moro na cidade de Piedade – SP, atualmente trabalho como professora de educação infantil.

Leila!
“A reabilitação profissional é um direito de todo trabalhador, que por uma condição de saúde (doença) ou acidente, têm sua capacidade laborativa prejudicada. Para solicitar a reabilitação profissional o médico reumatologista deve fornecer um relatório médico, solicitando a reabilitação e justificando com as informações clínicas e prognóstico da doença. #ConverseComSeuReumatologista

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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1 Comentário

  1. Não pode parar. Artrite requer muita movimentação nas articulações, ou seja. Temos q. fortalecer os músculos. Fazer exercícios c/ peso, e fisioterapia de vez em qd, A minha artrite, começou na quarta década de minha vida. já faz tempo. Pude trabalhar normalmente, pois so os meus punhos me doiam. Depois de algum tempo, já me incomoda os joelhos e a cervical. Mas não me impede de viver… não podemos desanimar. lógico q. continuo c/ o meu reumatologista, tomando os medicamentos recomendados. Acho q. vou tentar agora a acupuntura. dizem q. funciona muito bem…

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