Sem imaginar o que tinha cheguei a planejar o meu funeral

Minha historia de dores começou há 9 anos atrás, estava trabalhando sou, cabeleireira. Num belo dia ao terminar de fazer as unhas de uma cliente não consegui levantar da cadeirinha de manicure, estava toda travada da cintura para baixo, se for contar detalhes a historia é longa, vou tentar resumir ao máximo, enfim ali começava minha tormenta, daí então já não conseguia mais trabalhar, doía tudo quando acordava de manhã, para levantar da cama eu sentia tanta dor nas costas que parecia estar desfilando minhas costas, abdômen enfim, já não conseguia distinguir o local exato da dor.

Então começaram a via sacra de consultas, varias consultas, exames, endoscopia, exame de urina e nada. Depois de 3 meses de dores sendo amenizadas através de remédios analgésicos veio o diagnostico de transtorno de ansiedade e síndrome do pânico (logico imagina como estava meu psicológico diante daquele quadro, achava que tinha um câncer em estado terminal e os médicos não o encontrava, cheguei a planejar meu funeral). Comecei com anti depressivos, injeções paras as dores causadas pela “depressão”.

Depois de um tempo me recuperei, estava tudo certo, mesmo que de vez em quando sentia uma dor muscular aqui outra ali, uma dor no calcanhar direito que quando levantava e colocava o pé no chão parecia que entrava um prego no meu calcanhar. Resumindo fiquei assim por mais uns 4 anos, ignorando as dores, e os anti depressivos cuidavam do meu emocional, estava tranquilo, favorável. Até que em janeiro de 2014 fui para praia em cabo frio no Rio, tomei sol lá e pronto começava ali mais um sufoco, tive uma queimadura terrível, fiquei igual um pimentão, cheia de bolhas, isso no primeiro dia de praia (detalhe não fiquei exposta no sol, isso foi só de estar na praia, num clima mais quente, no outro dia amanheço com uma terrível infecção urinárias, preciso bem contar detalhes né, passeio foi o ó, eu tomando antibióticos, não podia sair de dentro do quarto do hotel porque não conseguia ficar de roupas de tanto que ardia e queimava minha pele.

Quando voltei para casa percebi umas manchas vermelhas na minha perna direita, e minha pele descascada igual couro de cobra,resumindo depois psoríase, consultas no medico, eles me falavam que era fungo que tinha pego na praia por isso minha pele tava daquele jeito, usava pomada anti fungíca na mancha da perna o tempo passando a mancha aumentando, voltaram as dores musculares não sabia onde foi, mais fiquei assim uns 3 meses e nada de diagnóstico, comecei a inchar os pés todas as tardes, ate que começou doer minhas articulações das mãos e punhos,e agora outras dores pelo corpo, quando dei por mim,não conseguia mais abrir a torneira escovar os dentes, não tinha mais forças nas mãos.

Foi então que conheci um anjo que Deus levantou pra me ajudar a Dr. Michelle(reumatologista). Quando entrei no consultório dela, ela já me examinou e disse você tem Artrite Reumatoide, não fazia a menor ideia do que se tratava, fiz os exames e os resultados me reservavam uma surpresinha, ela olhou nos meus olhos e disse:Você tem também lúpus, meu mundo desabou pois o lúpus eu já tinha ouvido historias terríveis sobre o lobo.

Iniciei com hidroxicloroquina e prednizona, já há 1 ano e 4 meses que faço uso continuo desses remédios, e desde então tenho matado um leão por dia, só quem passa por isso sabe que vencer um dia com dor é como se você passasse o dia numa batalha com um leão, mas no final do dia percebe que venceu mais um. Minha fé me sustenta, como tenho aprendido com Deus, como meu caráter tem sido forjado. Creio que Deus só da para nós as batalhas que somos capazes de vencer, porque Ele é Pai. Esse é um pedacinho da minha história, que se fosse contar em detalhes daria um livro.

Me chamo Alecilda, tenho 40 anos, convivo com a artrite reumatoide há 2 anos, sou cabeleireira, moro em Belo Horizonte – MG.

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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