Reumatismo infantil será tema do evento da SPR em Londrina, dia 1º

A Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR) vai apresentar, durante evento que será realizado dia 1º de setembro, no lago Igapó, em Londrina, um tema pouco conhecido, o reumatismo infantil. A proposta é desmitificar a ideia de que o reumatismo seja uma doença que só acometa pessoas de idade e também atender às crianças que passarem pelo local.
Segundo a médica reumatologista Christina Feitosa Pelajo, especialista em reumatismo infantil e membro da SPR, as doenças reumáticas geram, nas crianças, sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações, e algumas delas podem levar a problemas permanentes.
“As doenças reumatológicas são mais conhecidas nos adultos, porém também podem se iniciar na infância ou na adolescência. São doenças raras, principalmente nessa faixa etária, por isso, muitas vezes o diagnóstico acaba sendo tardio, acarretando maior morbidade e até mesmo mortalidade para os pacientes acometidos”, diz Pelajo.
Para ela, a importância do trabalho realizado pela SPR, está em divulgar as doenças reumatológicas na infância. “Porque essa divulgação pode evitar sequelas irreversíveis. Por exemplo, crianças com Artrite Idiopática Juvenil, sem o tratamento adequado, podem evoluir com uma diferença no tamanho dos membros, que pode ser irreversível e gerar uma dificuldade permanente na mobilidade da criança. Além disso, a criança sem tratamento precoce pode evoluir com deformidades nas articulações. Febre reumática, sem o diagnóstico e tratamento corretos, pode resultar numa sequela irreversível no coração, e necessitar de cirurgia cardíaca no futuro. Crianças com Lúpus, sem o diagnóstico e tratamento correto, podem perder a função dos rins, tornando-se dependentes de hemodiálise ou até mesmo causar a morte”, explica a reumatologista.
Estudos indicam que um quarto da população, com idade de até 16 anos, sofre ou poderá vir a sofrer com alguma doença reumática. No Brasil, assim como em outros países subdesenvolvidos, a febre reumática é a doença reumatológica mais frequente, seguida da Artrite reumatoide juvenil, do Lúpus eritematoso sistêmico, da Dermatopolimiosite,  Esclerodermia, e as Vasculites.

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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