Rebeca Clozel Petrovcic

Oi gente!! Hoje é meu 1º depoimento aqui no blog. Depois de converrsar muuuuuuito com a Priscila Torres, resolvi vir contar a minha história de vida ou trajetória como ela chamou.
Eu tenho ARJ desde os meus 11 anos de idade. Nessa época eu era super ativa, metidinha a esportista, fazia de um tudo de patins a ginástica rítmica e de solo, etc…  um dia escalei até o pico do Jaraguá aqui em Sampa. Quando comecei a me sentir mal, fui ao pediatra e ele falou para minha mãe me levar urgente num reumatologista. Depois da terceira tentativa, encontrei um especialista. Fiz “N” exames e foi diagnosticada artrite reumatoide juvenil, e já vinha apresentando dores, febrizinhas e mal estar, fui ficando parada, de repente tudo que fazia foi cortado pela raiz, nesse meio tempo eu acabei desenvolvendo um pouco de síndrome do pânico também.

Como sempre fui e sou curiosa, eu mesma ia pesquisando tendo acesso a internet e assistindo especialistas na tv falando do assunto, fui me identificando com aquilo e sei lá como, mas consegui o auto controle e volto ao estado normal depois do surto que costuma ser passageiro. E começaram os tratamentos, mas e daí porque eu não me aceitava e ponto final!Talvez por conta disso também eu tenha atraído para mim algumas complicações como: discriminação, preconceito, muitas encrencas ao longo desse percurso. Acredito na lei da atração e reação. Eu fui criada a base de homeopatia e tal… enfim, aos trancos e barrancos me deixava ser tratada, também pudera como uma pré-adolescente entenderia o que estava acontecendo com seu corpo, seu organismo, não é?! Como consequência ganhei uma bela gastrite nervosa. Afastei pessoas e pessoas se afastaram. Ah sim, tenho sequelas…físicas, emocionais, psicológicas. Tive alguns acompanhamentos psicológicos quando podia pagar. Já tenho tendência a ser magra, e emagreci ainda mais, me senti aos poucos entre a vida e a morte.

Sempre nos altos e baixos da gangorra da vida, todos passam é claro, mas nesse caso só posso olhar para mim mesma e para o meu próprio umbigo. Sendo filha única, minha mãe sempre naquele “protetorismo” mais que redobrado, só me deixou começar a procurar trabalho com 18 anos. Aí comecei a procurar seriamente, antes eu brincava de trabalhar num pet shop de conhecidos, onde ajudava a entregar cachorro em casa depois do banho/tosa, meu 1º emprego, eu não entrei através de cota nenhuma! Dei a cara a tapa e fui tentar a sorte como recepcionista de um condomínio numa região bacana de SP não fiquei nem 1 mês, mas aí eu já tinha uma experiência e começava a saber o que era ganhar minha própria grana. Bom, fiquei uns meses parada… e na sequência entrei numa empresa através de um conhecido, fiquei uns meses e saí, até que, aceitei o fato de começar a entrar nas próximas pela lei de cotas, então, entrei na “escravasil” ou como é conhecida da massa, farmácias Drogasil e lá fui rejeitada pela maioria das MULHERES, sofri muito no princípio, fui vitima de muita fofoca, não me tratavam bem, enfim… e desse jeito fiquei 1 ano e 7 meses, e siiiiim eu cresci muuuito! Aprendi demais, depois de uns meses parada, entrei na Honda – outro universo, um império Japonês (multinacional). Fiquei 1 ano e 2 meses, e nesse que parecia até tudo bem mesmo na base de uma certa aparência… meu chefe era meio Hitler qualquer coisa por menor que fosse e ele não gostasse pra ele era o fim do mundo…mas fui aguentando e eu moro na z/o de SP e tinha que ir pra z/s era um longo percurso, mas ia, ele começou a ver potencial em mim e foi me passando mais responsabilidade… Até que meu organismo começou a dar sinal que não ia mais suportar! Comecei a passar mal, entrar em deprê profunda, fui parar no hospital e nisso era fim de ano, fechamento anual, Eu não dava mais conta, meu médico na época me afastou…quando voltei, tinha certeza da demissão, e novamente, depois de alguns meses, entrei na Pfizer (laboratório multinacional) deu 4 meses e fui demitida, não deram motivos plausíveis, era um ambiente mais livre e achei que podia ficar um pouco mais a vontade e me deixei levar, na Honda e nesse outro, fiquei nas áreas administrativa/financeira, mas aprendi de uma vez por todas que teria que ser completamente profissional, sem brincadeirinhas, etc.. e na sequência desse, permaneci quase 2 meses, pois a empresa de engenharia civil nacional é uma tremenda bagunça! Neste eu entrei para a área de RH, e fiz cursos a parte pela FGV por exemplo, e é em Recursos Humanos que quero voltar. Encontrei pra variar pessoas que não foram com a minha cara mesmo eu não fazendo nada, fora muita gente mal educada, sem consideração, xingando e falando palavrão e batendo telefone, foi o mais surreal de todos! Continuando, por essa empresa, corri feito louca porque um maravilhoso fiscal não aceitou o meu 1º laudo médico e isso mexeu com a minha saúde, para depois ser mandada embora devido a remanejamento interno; ficaria mais para ganhar experiência nessa área, por ser perto de casa. Nesse meio tempo troquei de médico 2 vezes, pois não atendia mais o meu plano e agora é uma médica, parei os tratamentos por um ano e meio. Hoje me sinto bem, mesmo se tiver uma dorzinha aqui ou ali, porque a gente aprende a superar e conviver pacificamente com isso, né? Em meados de Julho 2013 recomecei um novo tratamento – injetável, 1 injeção por semana e outra de 15 em 15 dias, com MTX e Embrel + reuquinol, vitamina D, cálcio, omeprazol, etc. E para minha grande e inesperada surpresa, nessa mesma época, conheci uma pessoa…parece digamos assim que o Universo, a lei da atração, acredito nisso…tenha colocado na minha vida.  Estamos juntos há um ano e pouco, como todo casal ou qualquer pessoa temos altos e baixos,  eu estou me permitindo estar com alguém ao lado…finalmente vejo uma grande Evolução (minha) acontecendo de dentro pra fora, antes eu era só dos rótulos “ficar, enrolar” e não passava disso, mas sei que não curto essas coisas, não era pra mim…mas aceitava, afinal vejo tudo como experiência, aprendizado, etc..
Voltando ao campo profissional – entrei em Julho desse ano numa empresa voltada à tecnologia da informação, e estava TUDO indo bem…até que no começo de Setembro/14 fui chamada numa sala por quem deveria me orientar, me treinar (como sempre) para ouvir que (faltando 5 dias) pra passar do meu período de experiência, estava sendo desligada como um aparelho quebrado, perguntei o que alegaram e ouvi que não precisavam mais de mim = PCD, PNE, como quiserem chamar, naquele escritório, ou seja, mais uma vez rejeitada, mais uma vez tiraram a minha oportunidade de crescer, me estabilizar em geral, e fazer o meu curso na área de RH, também perguntei se havia tido alguma reclamação a meu respeito, e não, não teve, é a 4ª consecutiva, nunca me dão um motivo plausível pra me dispensarem e nem precisam, não é Pois não interessa, é simples mandar embora e pronto, nada acontece pela lei do homem!! Eu já não aguento mais! E ainda tive que ouvir que eu me faço de vitima só rindo. Quem me disse isso foi uma psicóloga formada e completamente despreparada para trabalhar com seres humanos, péssima profissional e antiética entrando sem permissão na minha vida pessoal. E mais essa etapa passada,estou segura e pronta pra outra!

Depoimento9

Rebeca Clozel Petrovcic tem artrite idiopática, artrose  e gastrite 31 anos, há 20 convive com a artrite diagnosticada aos 11 anos, solteira, sem filhos e atualmente desempregada.
Sou MERECEDORA da FELICIDADE e ela há de bater na minha porta mais vezes!! Fé, foco e força.

Namaste…
Luz e Paz profunda,

Rebeca

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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