Quem disse que a osteoporose é uma doença das mulheres?

Especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre o problema que afeta os ossos

Segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolistmo, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, mas, destes, apenas 20% sabem que são vítimas da doença. Como se sabe, o problema se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e provoca o aumento do risco de fraturas. Pulsos, coluna vertebral e fêmur costumam ser as partes do corpo mais afetadas.
De acordo com o médico Fábio Freire, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, a osteoporose acomete uma em cada três mulheres com mais de 65 anos e um em cada cinco homens acima dos 70 anos.
“A deficiência de estrogênio, hormônio feminino, causa a fragilidade óssea das mulheres no período pós-menopausa. Neste cenário, a incidência de osteoporose em mulheres é o dobro do que em homens”, comenta o especialista.
O médico esclarece que a osteoporose é classificada em primária e secundária. “A primária, também conhecida como fisiológica, é quando a doença surge por conta de um processo natural do envelhecimento e pela diminuição da quantidade de cálcio no organismo. Já a secundária, acontece quando outras doenças comprometem a massa óssea, como alguns tipos de câncer, doenças inflamatórias [lúpus e artrite reumatoide], deficiência de cálcio e vitamina D, assim como tabagismo, consumo exagerado de álcool e tratamentos à base de corticoides”, afirma Fábio Freire.
Diagnóstico e prevenção
A densitometria óssea ainda é o melhor método para diagnóstico da osteoporose. O exame, que mede a quantidade de cálcio nos ossos, pesquisa e indica o nível de gravidade da doença. No entanto, o especialista alerta que a adoção de um estilo de vida saudável é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento dessa patologia. “Alimentação balanceada, rica no consumo de verduras e legumes, principalmente as de cor verde escura, frutas, com farta ingestão de cálcio e de vitamina D, associada ao baixo consumo de açúcar, além da exposição ao sol são algumas das formas de tentar evitar ou retardar quadros de osteoporose”, diz o médico.
Fábrio Freire fala sobre alguns mitos e verdades relacionados à doença dos ossos:
Osteoporose é uma exclusiva das mulheres
Mito. Um em cada cinco homens sofre de osteoporose. Entre o público masculino, a doença é cinco vezes mais comum que o câncer de próstata.
A dor é um sintoma da osteoporose
Mito. Osteoporose não doí, o paciente só sente a dor quando fratura.
Os remédios para a doença enfraquecem os ossos
Mito. Os medicamentos para osteoporose são seguros, mesmo quando administrados por longos períodos.
Osteoporose não tem cura
Verdade. Osteoporose não tem cura, mas o tratamento eficaz reduz em até 70% as fraturas.
Quem sofre de osteoporose deve evitar atividades físicas
Mito. Exercícios são recomendados. Atividades como a musculação ajudam a aumentar a massa óssea e a fortalecer a musculatura.
A falta de cálcio causa osteoporose
Mito. O cálcio é importante, mas é um mito que simplesmente tomar uma grande quantidade de cálcio irá garantir a saúde óssea. Para proteger os ossos, você precisa de um total de 19 nutrientes essenciais para eles, não apenas o cálcio. Por exemplo, sem vitamina D suficiente, seu corpo absorve apenas cerca de 10 a 15% do cálcio da dieta. Outros nutrientes importantes para a saúde óssea são a vitamina K, o magnésio e o estrôncio.

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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