Quando me sentava e demorava a levantar sentia vergonha daquela condição constrangedora

Desde os 30 anos sofro fortes dores porém nunca foram investigadas. Procurando ajuda com médicos fui diagnosticada com reumatismo no sangue, me prescreveram benzetacil. Mas nada de melhorar parei de tomar. Fui a BH a procura de reumatologista  mas não tive êxito. Péssimo tratamento. Não deu resultado nenhum. Cansada de viajar a procura de especialistas e sem esperança resolvi procurar um medico recém-chegado no posto de saúde mas com grande experiência. Foi então que ele pediu todos os exames e detectou a doença. O fator reumatoide que tinha que estar de 8 estava de 150. Ele me passou sulfassalazina e inclusive montou um processo contendo exames etc, e hoje eu ganho o remédio grátis. Todo mês vem a caixa para o posto de saúde. A partir daí as dores desapareceram e a doença entrou em remissão, não correndo mais o risco de comprometer meu físico. Procurem um médico mesmo que seja clínico geral, mas experiente e recorra a este tratamento porque se não fizermos nada além da dor insuportável,  a doença pode acometer o físico deformando os dedos etc. O médico me mostrou várias fotos de pessoas que não tomaram este remédio e ficaram deformadas. Fiquei apavorada. Cuidem-se, corram atrás, pois tem muito médico despreparado, mas ainda existem bons médicos e nem por isso são especialistas.

Quais eram os seus sinais e sintomas? o que você sentia?

Muita dor nas articulações.

 Você sofreu algum tipo de preconceito?

Não. Quando estava ruim nem saía de casa pois se eu sentava demorava me levantar e sentia vergonha daquela condição constrangedora.

 Dos primeiros sintomas até chegar o diagnóstico, quanto tempo demorou?

Uns 15 anos.

Qual foi a  especialidade  do  primeiro  médico  que  você  passou?  e  do  médico  que fechou o seu diagnostico?

Reumatologista e nada fez. Quem me diagnosticou foi um clínico geral.

Quais foram os exames que ajudaram a fechar o seu diagnóstico?

Exames de sangue e raio x.

Qual foi o seu primeiro tratamento medicamentoso?

Corticoide, MTX, azulfin e ácido fólico.

Como é o seu tratamento hoje?

Sulfassalazina, 2 comprimidos diários após almoço.

Você sofreu o sofre com efeitos colaterais dos medicamentos? como convive com isso? Alguma dica? Como é seu dia a dia com os remédios?

Não dá efeito colateral.

O que passou pela sua cabeça, quando o médico falou “você tem a doença”?

Fiquei feliz porque estava cansada de tomar remédio pra dor e não ser tratada adequadamente.

A doença de alguma forma mudou a sua vida? se mudou, conte-­nos, o que mudou e Como mudou?Deixou-me deprimida, afinal era muito jovem pra me sentir inválida, não tinha ânimo.

O que você fazia antes da doença e hoje não faz mais?

Hoje a doença está controlada portanto faço tudo normal mas quando não era tratada da forma certa eu vivia deitada e deprimida.

Você tem alguma dica de como ter mais qualidade de vida para compartilhar com outros pacientes? Qual é?

Fazer tratamento certo porque assim dá pra levar uma vida normal.

Se você pudesse melhorar alguma coisa no tratamento da sua doença no Brasil, o que mudaria?

Eu pediria aos médicos que levassem mais a sério e investigassem melhor as reclamações de dor dos pacientes antes de passar analgésico e esconder uma doença perigosa. Obrigaria a eles se prepararem melhor. Tem muito médico que sabe muito pouco.

Quer falar mais alguma coisa?

Sou muito grata ao médico que cuida de mim.

Deixe uma frase de incentivo, apoio:

A vida vale a pena se for vivida com qualidade. Ninguém merece sentir dor.

Me chamo Neuma tenho 44 anos e convivo com o diagnostico de artrite reumatoide há 15 anos, sou casada, tenho filhos e atualmente trabalho como professora. Moro na cidade de Minas Gerais.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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