Quando descobri que era artrite entrei em depressão

Olá meu nome é Marilene, tenho 54 anos,  tenho AR desde 2002, minha profissão era auxiliar de enfermagem, descobri que tinha artrite reumatoide devido a uma crise, que eu fiquei toda travada e inchada não fechava as mãos, meus pés eram inchados, então fui em um médico reumatologista, fiz exames e foi constatado a AR. Fiquei desnorteada, quando descobri o que era a artrite reumatoide, entrei em depressão, mais tive ajuda de meus familiares. Foi quando então eu aceitei a doença e comecei a me tratar.

Fiquei  6 meses sem andar e encostada pelo INSS eu pedia pra morrer com as dores, tomei os medicamentos que o medico receitou e voltei a trabalhar normalmente como nada tivesse acontecido, depois de 2 anos eu percebi que meus dedos dos pés estavam ficando tortos, a médica pediu RX e foi constatado que minhas articulações estavam sendo comprometida, foi então,  receitado o metotexate,  comecei a tomar, mas tive muitos efeitos colaterais, eu vomitava muito com o MTX,  eu falava pra médica e ela dizia que eu tinha que tomar, mas, eu não aguentava, foi quando a médica receitou o metotexate injetável, e para as dores musculares que era constantes eu tomava Biofenac LP de 100 mg e o Meticorten de 5 mg todos os dias, e assim fui levando a vida trabalhando, porém a  minha situação foi piorando e fui perdendo os movimentos das mãos e não conseguia mais dar conta de meu serviço na enfermagem, então,  dei entrada de novo no INSS,  depois de 4 anos, e fui aposentada por invalidez.

Hoje tenho deformidades graves em mãos e pés,  minha  mão direita é torta não tem mais movimento,  o pé direito os dedos são sobrepostos um no outro e sem movimentos algum. Mas mesmo assim com minhas limitações vivo feliz por estar viva, hoje me encontro ainda em tratamento mesmo sabendo que não tem reversão,  que a tendência é de piorar, tenho vários nódulos nas mãos, a médica disse pra mim que minha artrite reumatoide se encontra na fase final que é a deformidade das articulações. Mesmo assim sou feliz e procuro sempre ser alegre. Obrigada Priscila, por lutar por nos portadoras destas doença. Beijos!

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