Pensei que fosse uma doença comum, hoje vejo que é uma doença maligna que mudou a minha vida para pior

Tudo começou com muitas dores nas juntas e muito cansaço físico. As pessoas acham que estou com preguiça, que estou muito velha pois eu mudei radicalmente, pois já não tenho mais força nem para abrir o chuveiro, nem refrigerante, sou uma pessoa limitada e me afastei, pois a cada momento preciso ficar falando das dores e pedindo por favor o tempo, todo isto para mim é horrível, pois sempre fui uma pessoa alegre e muito feliz e sempre gostei de ser uma pessoa prestativa e muito trabalhadeira.

Hoje o tratamento está muito difícil pois a dois anos atrás a Médica Reumatologista que me atendia, no Ame de Caraguatatuba foi afastada, nunca mais passei por outro Reumatologista, aqui não temos mais Reumatologista pelo SUS, sendo assim passo por um clínico geral, faço exame de sangue a cada três meses pois preciso pegar o medicamentos no alto custo.

Quais eram os seus sinais e sintomas? o que você sentia?
Dores em todo o corpo e muita fadiga e desanimada

Dos primeiros sintomas até chegar o diagnóstico, quanto tempo demorou?
Uns dois meses

Qual  foi  a  especialidade  do  primeiro  médico  que  você  passou?  e  do  médico  que fechou o seu diagnostico?
Foi um Clínico geral.

Quais foram os exames que ajudaram a fechar o seu diagnóstico?
Exame de sangue.

Qual foi o seu primeiro tratamento medicamentoso?
Predisona, metrotexato, naproxeno, ácido folico , Reuquinol.

Você sofreu o sofre com efeitos colaterais dos medicamentos? como convive com isso? Alguma dica? Como é seu dia a dia com os remédios?
Sim sofro muito pois uma vez por semana tomo o metrotexato ,sinto fraqueza e muito mal estar sinto também que minha voz esta enfraquecendo. 

O que passou pela sua cabeça, quando o médico falou “você tem a doença”?
A principio pensei que fosse uma doença comum,  hoje vejo que eu estava completamente errada e uma doença maligna que mudou a minha vida para pior.

A doença de alguma forma mudou a sua vida? se mudou, conte­nos, o que mudou e Como mudou?
Sempre fui uma pessoa elegante gostava de usar salto hoje isto é impossível sempre participei de um grupo de amigos que fazem um trabalho voluntário com as pessoas dependentes química, todos os sábados a noite eu estava lá levando alegria e uma palavra amiga para aquelas pessoas que precisam hoje ja não tenho mais aquela energia.

O que você fazia antes da doença e hoje não faz mais?
Limpar minha casa, andar na praia,  escrever ou digitar no computador ou Celular sair a noite etc.

Você tem alguma dica de como ter mais qualidade de vida para compartilhar com outros pacientes? Qual é?
Sim, orar bastante pois quando nos aproximamos de Deus sentimos mais feliz e sabendo que tudo é permissão de Deus e ele tudo pode até mesmo dar sabedoria aos médicos para encontrar a cura.

Se você pudesse melhorar alguma coisa no tratamento da sua doença no Brasil, o que mudaria?
Colocaria mais Médicos Reumatologista a disposição dos pacientes com Artrite reumatoide.

Quer falar mais alguma coisa?
Sim, preciso de um reumatologista para me atender pelo SUS, por favor pois não tenho condições de pagar, o último exame que fiz estou com 235.3 fator reumatoide, por favor me ajude.

Nilza1Deixe uma frase de incentivo, apoio:
Deus e fiel.

Sou a Nilza Vital, convivo com Artrite Reumatoide, sou Assessoria Técnica Administrativa (afastada do trabalho) e moro em São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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