Osteoartrite e métodos de imagem

Osteoartrite: uso racional dos métodos de imagem
A osteoartrite (OA), popularmente conhecida como artrose, é a doença articular degenerativa mais comum no mundo. Todos os médicos irão, em diferentes momentos da carreira, cuidar de pacientes acometidos por essa patologia. Além disso, artralgia é um sintoma extremamente comum na prática clínica. Mas será que todo paciente com dor articular precisa de um Raio-X? E o diagnóstico de osteoartrite depende da imagem? Esses temas são o foco de um recente artigo da Liga Europeia Contra Reumatismo (EULAR: European League Against Rheumatism).
Primeiro passo: caracterização dos sintomas
A dor típica da osteoartrite segue um padrão mecânico: piora com movimento (sendo, portanto, pior no fim do dia/noite) e alivia com repouso ou AINE (ainti-inflamatório não esteroidal); apresenta pouca rigidez matinal (< 20-30 min); é acompanhada de limitação funcional. No exame físico, pode haver edema, mas é pouco usual a presença de calor/rubor. As crepitações são o grande marco, podendo haver, ainda, limitação do arco do movimento e hipertrofia/deformidades. Em um paciente com mais de 40 anos, ausência de sintomas constitucionais e acometimento mono ou oligoarticular, a anamnese e o exame físico são suficientes para o diagnóstico!
Segundo passo: definindo a estratégia de exames complementares
É importante frisar que pode haver sintomas com exame radiológico normal e vice-versa: alterações radiológicas sem expressão clínicas. Por isso, não se deve desperdiçar recursos radiografando todos os pacientes.
O exame de imagem está indicado nas seguintes situações:
  • < 40 anos de idade
  • Sintomas atípicos
  • Sintomas constitucionais, incluindo perda ponderal significativa
  • Trauma ou articulação “travada” (principalmente joelho)
Nesses cenários, é importante a avaliação laboratorial complementar. Sugestão:
  • Hemograma completo
  • Bioquímica com função renal
  • VHS, proteína C reativa e proteínas totais e frações
  • Fator reumatoide, anti-CCP
  • FAN
  • Cálcio, fósforo, vitamina D e PTH
O exame de imagem de 1ª linha é a radiografia simples. Incidências especiais podem ajudar, como a panorâmica de bacia (quadril). O US e a RM são métodos complementares para avaliação de partes moles e a TC e a RM para estruturas ósseas. Não há necessidade de punção articular de rotina, estando indicada nos casos atípicos, principalmente monoarticulares, para diagnóstico diferencial com gota e infecções.
Achados radiográficos típicos de OA:
  • Osteófitos
  • Redução e irregularidade do espaço articular
  • Esclerose subcondral
  • Cistos subcondrais
Apesar da radiografia poder ser utilizada como estadiamento da gravidade da osteoartrite, não há correlação entre alterações radiológicas e resposta ao tratamento.
Fonte: PEBMED

Farmacêutica
Colunista

Membro do Biored Brasil, Parceira do Projeto de Gastronomia na Promoção da Sáude/UFRJ, Voluntária do blog Artrite Reumatoide, RecomeçARRJ e ALEMDII, Farmacêutica, Blogueira ativista em saúde e mãe da Sophia. Ter doença de Crohn mais a espondiloartrite associada motivou-me a criar o blog www.farmale.com.br para compartilhar informações sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais e para sair do virtual, promovo eventos onde o foco é o empoderamento dos pacientes.

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