O que devemos saber sobre a vacina da GRIPE

Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (24) a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe. Realizada, em conjunto, entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de todo o país, o principal objetivo da campanha é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza nesta população.

Fique por dentro, tire suas dúvidas sobre a vacinação contra a gripe.

A quem se destina a campanha de vacinação?
O público-alvo desta campanha contra influenza são pessoas idosas, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos de idade, profissionais de saúde e indígenas. E, pela primeira vez, a população prisional.

Outras pessoas, não pertencentes ao público-alvo, poderão se vacinar?
A vacina influenza também é ofertada para pessoas com situações clínicas especiais, a saber:

HIV/aids;
Transplantados de órgãos sólidos e medula óssea;
Doadores de órgãos sólidos e medula óssea devidamente cadastrados nos programas de doação;
Imunodeficiências congênitas;
Imunodepressão devido a câncer ou imunossupressão terapêutica;
Comunicantes domiciliares de imunodeprimidos;
Profissionais de saúde;
Cardiopatias crônicas;
Pneumopatias crônicas;
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
Diabetes mellitus;
Fibrose cística;
Trissomias;
Implante de cóclea;
Doenças neurológicas crônicas incapacitantes;
Usuários crônicos de ácido acetilsalicílico;
Nefropatia crônica/síndrome nefrótica;
Asma;
Hepatopatias crônicas.

A vacinação do grupo acima citado ocorre mediante a indicação e prescrição médica nos Centros de Referencias de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

O que são grupos prioritários?
São grupos que estão mais vulneráveis a contrair a forma mais grave da gripe, que pode evoluir para pneumonia e até mesmo óbito

Por que a população prisional está entre os grupos prioritários?
A preocupação do Ministério em vacinar esta população contra a gripe é porque este é um grupo que tem alta prevalência, um risco mais elevado de ter uma doença respiratória. E ao proteger este grupo, nós estamos também protegendo um conjunto da sociedade.

Desta forma, a cadeia de transmissão da gripe é bloqueada para pessoas que visitam este grupo, para familiares de quem trabalha em penitenciária, para quem tem contato com trabalhador ou com visitante deste grupo.

Há alguma contraindicação?
A vacina não é recomendável para quem tem alergia à proteína do ovo – usada na sua fabricação – ou para quem teve reações adversas a doses anteriores ou a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomendamos avaliação do medico assistente para mais orientações.

A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?
As vacinas influenza sazonais têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas.
Em alguns casos podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento e surgimento de nódulo macio. Estes abscessos, geralmente, encontram-se associados à infecção secundária ou erros de técnica de aplicação.

Pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos – substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos – podem apresentar mal-estar, mialgia ou febre entre 6 e 12 horas após a vacinação.

Todas estas ocorrências, por serem benignas autolimitadas, tendem a ser resolvidas em 48 horas.

Vou ficar gripado (a) após me vacinar?
Não. A vacina contra a influenza (gripe) é inativada, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades não podendo, portanto, causar gripe. Quadros respiratórios simultâneos podem ocorrer sem relação causa-efeito com a vacina.

Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas, após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas.

Onde está sendo realizada a vacinação?
Em 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por todo o país. Estes postos estão situados em Unidades Básicas de Saúde (Postos de Saúde). Recomendamos buscar o mais próximo de sua residência.

Qual é o período de vacinação?
Entre 5 e 25 de maio de 2012.

Fora do período da campanha, é possível se vacinar?
Não, após a campanha só serão vacinadas a população prisional e pessoas que apresentem condições clínicas especiais nos CRIE.

A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?
O resfriado é diferente de gripe. A vacina não imuniza contra o resfriado, que é causado por outros vírus.

A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito que um antigripal?
Não, a vacina previne contra a gripe e o antigripal é um medicamento para o alívio sintomático da gripe, usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

Por quanto tempo dura a imunização pós-vacina?
Dura de 6 a 12 meses.

Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
Sim, mas em casos de doenças agudas e febris ou de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável a busca de avaliação médica antes de efetuar a vacinação.

É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não é obrigatório apresentar a caderneta de vacinação, mas ela é necessária para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação.

Quem se vacinou no ano passado, precisa se vacinar de novo?
Sim, a imunidade dura após a vacina de 6 a 12 meses. A composição da vacina e produção é anual e pode mudar conforme os vírus que circularam no ano anterior.

Jéssica Macêdo/ Blog da Saúde

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/faqsus-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-vacinacao-contra-a-gripe/

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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