Não dar conta das atividades é corpo mole e jamais fadiga e dor, assim é a incompreensão de quem não sabe o que é conviver com a dor!

Incompreensão familiar, é um dos maiores conflitos vivenciados pelas pessoas que convivem com artrite reumatoide e outras doenças crônicas que tem como agravante a “dor e fadiga”

“Ninguém em casa me entende”, essa é uma frase comum para um grande número de pessoas que convivem com artrite reumatoide. A incompreensão familiar, a dificuldade de adaptação da vida com artrite e as rotinas familiares, é um assunto delicado que deve ser trabalhado no dia a dia, a informação é uma potente arma contra a incompreensão familiar.

É necessário fazer uma reflexão lógica, “se para quem convive com a artrite reumatoide é difícil entender a nova vida com a doença, imagina para quem não sente a dor?”. Para iniciarmos uma quebra dessa barreira de compreensão, é preciso, analisarmos a melhor forma de explicar sobre o que é a artrite e de que forma a artrite impacta a vida de quem é diagnosticado, isso é importante, porque para quem não tem fadiga, “levantar tarde da cama, pode ser sinal de preguiça, para quem não tem dor, ter um dia pouco produtivo pode ser sinal de corpo mole”. Esses pequenos entendimentos, podem causar toda uma incompreensão, por isso, é preciso levar informação para a rotina famíliar, é preciso implementar uma estratégia de comunicação conforme cada ente querido.

Uma boa forma de ajudar a família a compreender a nova rotina é envolvê-los no tratamento, convida-los para ir a uma consulta, levar para dentro de casa material impresso sobre a doença e aprender a expressar a dor, em um bom tom. Digo em bom tom, porque quase sempre, quando a pessoa está com dor, pode se tornar intolerante e neste momento, ser rude com seus familiares, por isso é importante, estabelecer uma boa comunicação, comunicar e explicar como sente, como é sua dor e como é o seu sentimento em relação à essa dor.

Nunca deixe para iniciar um diálogo com sua família no momento de dor. Converse com seus familiares sobre sua dor em uma hora que estiver com dor controlada, dessa forma você tem mais chance de ter sucesso e de ser compreendido.

Lembre-se sempre, o mundo nos entenderá, se nós, nos fizermos entender!

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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2 Comentários

  1. Priscila meu filho Carlos teve artrite séptica associado a uma osteomielite aos 12 dias de nascido gostaria de saber se ele vai desenvolver artrite reumatóide ou algum tipo de danos no seu desenvolvimento agora aos 13 anos ele passou pela segunda cirurgia no quadril que foi a transferência do grande trocânter eu estou lutado para ver meu filho sorrir e ter uma vida com dignidade

    • Claúdia, se o seu filho teve apenas a artrite séptica ainda recém nascido e hoje com 13 anos não teve manifestação e doença reumática, é muito provável que não a tenha.
      Existe sim, uma possibilidade de pessoas que desenvolvem artrite séptica, virem a deenvolverem artrite chamada de reativa, que se transforma na forma infantil ou adulta da doença, podendo se tornar doença crônica, no entanto a sua manifestação costuma ser aguda após a manifestação da artrite séptica, ou seja, logo após, não é comum acontecer tanto tempo depois. Fique em paz e pense apenas em tratar o que seu filho tem hoje, ame e cuide incondicionamente, pois o amor é o melhor remédio! Bjs.

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