Na semana da mulher, SPR faz alerta sobre o Lúpus

Alerta importante: o Lúpus é uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que atinge nove vezes mais mulheres do que em homens.

Na semana de homenagens à mulher (dia 8 marca o Dia Internacional da Mulher) a SPR faz um alerta importante: o Lúpus é uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que atinge nove vezes mais mulheres do que em homens, principalmente de ascendência africana ou nativos-americanos na faixa entre os 15 e 35 anos. Pesquisas indicam que a doença está ligada a predisposição genética, fatores emocionais e ambientais (como luz ultravioleta) e alguns medicamentos, como hidralazina, procainamida e hidantoinatos.

“Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal”, informa o presidente da entidade, o reumatologista Marco Rocha Loures.

“É importante deixar claro que o Lúpus não é contagioso. Muita gente pensa que é, mas isso não é verdade”, lembra a médica Thelma Larocca Skare, autora do livro “Reumatologia Princípios e Prática”. “O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol”, completa Skare.

Segundo os especialistas, há uma grande variedade de sintomas que se assemelham ao de várias outras doenças e, em geral, são intermitentes dificultando assim o diagnóstico precoce. “Mas é importante procurar um especialista, sempre que aparecerem os primeiros sintomas”, adverte Marco Rocha Loures.

O Lúpus provoca febre, mal-estar, inflamação nas articulações, pulmão (pleurisia) e gânglios linfáticos, dores pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e aftas na boca. A detecção precoce pode prevenir lesões graves no coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso.

Fonte: SPR

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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de Artrite Reumatoide aos 26 anos, enquanto atuava como enfermeira, estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros. De repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída. Hoje sou “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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