Minha Hepatite Medicamentosa Recorrente > limites e extremos!

pri_filho_fotoEm pleno feriado de 07 de setembro, enquanto o Brasil todo estava a passear, eu estava a fazer um programa de índio! Chegando ao Pronto Atendimento com dor abdominal intolerável, insuportável, indescritível, eu aprendi na faculdade que fígado não tem músculo e que fígado não dói?! Hoje não sei se esse ensinamento esta correto.
Comecei a ter dor às 03 da manhã, como muito tigrona que sou, tentei tomar um remedinho e esperar a dor passar, nossa, passavam os minutos e nada da dor parar, ainda assim, eu fui forte, até as 08 horas da manhã, quando já na suportava as dores, que pareciam pior que as do parto, eu fui fazer o help familiar e pedir pra minha irmã me levar no medico, no hospital geral do meu município, nem me atendem, falam logo, você tem que ir pro lugar que cuida de você. Em pleno feriado, o caminho de casa para o hospital e o mesmo até o parque do Ibirapuera, imagina, eu com dor desde as 03 da matina, pálida, descorada, sem ter conseguido tomar um gole de água, enfrentei o transito do feriado pra chegar ao hospital.

Cheguei! Fui atendida, e ouvi fígado não dói! Sim, talvez, alguns não doem, mas o meu dói, eu o sinto doer Uai!

A medica do pronto atendimento do convênio muito atenciosa pediu exames de tudo, me colocou de repouso e não disse nada, “esse não dizer nada”, foi pra mim, como dizer, “eh, não sabemos o que é isso”, fui para o repouso no leito e medicamentos na veia, nisso eu já tinha 09 horas de dor e sem conseguir comer nada, nem beber água, uma náusea louca, fiquei o dia todo no hospital. Fiz ultrassom de abdome que mostrou Pedra na Vesícula! porém, essas pedras eram simpáticas, não justificariam a minha dor e mal estar, no final da tarde, saiu o resultado dos exames de sangue, aí chega o médico que já era outro, com um rostinho que dizia assim ” negocio ta feio” e horrível entender caras e bocas antes de ouvir palavras!

O medico veio e disse assim “saindo daqui, entrega todo o seu ouro pra cigana, porque não era pra você estar viva, você poderia ter morrido” Minhas enzimas hepáticas e pancreáticas estavam muito elevada, FA 178 – Gama GT 1.134 – Lacto Desidrogenase 613 – Lipase 272 -TGP 324 – TGO 513, meu mundo caiu! Isso significa outra agudização da Hepatite Medicamentosa, e de novo, desde 30/06  meu fígado esta doido e não para de surtar, cancelado novamente, os poucos medicamentos que estava usando, e apresentado a realidade de ter que conviver com a dor, sem poder tomar remédio.

Os médicos me deram duas opções, ficar internada para acompanhar a evolução dos exames de sangue ou ir pra casa e fazer exame de sangue todo dia e levar para os médicos avaliarem também todos os dias, isso tem 6 dias, eu já estou tão cansada de fazer exames de sangue todo dia e ir para o hospital diariamente; comecei a avaliar que seria mais confortável ter ficado internada.

As enzimas hepáticas deram uma discreta diminuída, a dor do fígado (do fígado que dizem não doer) já não dói tanto, só um desconforto, mas os sintomas, de náuseas, dor de cabeça e fadiga estão me atormentando, agora, sem remédio nenhum pra dor, pra Artrite, minhas noites estão sendo um verdadeiro desafio, durmo muito pouco e acordo muito fadigada e muito irritada, e logo ao acordar tenho que dar bom dia pra minha companheira dos próximos meses a cortisona de 40 mg, único remédio que posso tomar.

É queridos, essa tem sido minha vida nessa ultima semana, uma verdadeira bagunça! E como diz minha irmã, acabou o meu feriado e o feriado da minha família. Ter outra hepatite medicamentosa aguda não fazia parte dos meus planos.
Mas vida de paciente é assim! Um vai e vem, e quem disse que morrer e fácil né? Se fosse meu fígado já tinha fulminado.

A única coisa interessante disso e que não consigo comer, logo, tomando cortisona, não ganhei peso, isso foi bom, aliás, temos que enxergar coisas boas até nas piores tragédias!

Nessa última quinta-feira, as enzimas hepáticas deram uma baixada, fui liberada de ir ao hospital por 3 dias, mas nessa segunda (amanhã) tenho reumato pela manhã e Grupo da Hepatite à tarde, ou seja, mais um dia todo no hospital!

Sigo com dores articulares atormentadoras, do tipo que nãos nos permite dormir e quando acordamos é porque a dor nos acorda, nem preciso dizer que meu padrão de sono está péssimo, sono não reparador e dias com rotinas e compromissos médicos que me deixam exausta.

Fui ao mercado neste fim de semana, pegar os mantimentos e colocar no carrinho me causou uma fadiga extrema, enfim… vida de paciente é assim mesmo…

E viva aos antiinflamatórios tópicos, que tem sido meu único socorro pra dor! uma pomadinha, uma deitadinha e sem falar ao Santo IPAD, que permite estar conectado sem fazer esforço articular, isso é tudo! se não já teria pirado!!!

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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