Meu mundo desabou na mesa do consultório

Recebi o diagnóstico em Setembro desse ano, mas até chegar ao diagnóstico foi uma enorme caminhada. Minha mãe hoje falecida contava que desde meus três aninhos eu acordava chorando de dor na “peina” onde ela medicava com algum analgésico e compressas quentes. Levava em médicos onde o diagnóstico sempre era “mãe ela esta em fase de crescimento ” e ficava por isso mesmo. Ao longo desses anos sofro com dores desde que levanto e é difícil ter uma noite de sono sem ela. De 2014 até setembro de 2016 passei por nove médicos, entre eles vários ortopedista e clínicos e o diagnóstico era sempre os mesmos, fascite plantar, onde meus tratamentos foram gessos, botas e injeções nos pés. Até encontrar um reumatologista único em minha cidade onde de imediato pediu uma bateria de exames, onde foi comprovada a AR e Síndrome de Sjogren, meu mundo desabou em frente a mesa do médico onde as lágrimas vieram a tona, não sei explicar se era por medo do que eu iria continuar passando ou de felicidade pelas fortes dores que passo ter um nome e fazer um tratamento adequado.

Estou em tratamento com Metotrexato injetável uma vez na semana e Reuquinol 400 mg diariamente, a reação após o uso do MTX é extramente desgastante devido que as dores aumentam, sinto uma canseira incomum em mim após dois a três dias, essa reação vai embora ficando somente as dores de corriqueiras. Como iniciei o tratamento a pouco tempo não sei qual será a próxima etapa, mas como repito para mim mesma “Sou brasileira não desisto Nunca, e Deus nunca dará a carga maior do que eu possa carregar” então, vou levando meus dias sendo muito julgada porque a AR é danada, em minutos muda nosso humor, a maneira de andar, sendo julgada como fingida, mas eu domino ela. Tenho uma pequena padaria “Casa de Pães Soberana” passo o dia assando pães, e comercializando, uma correria doida onde a jornada de trabalho iniciasse às 6h acabando às 1h, totalizando 19 h. Mas a AR poderá ser minha companheira a vida toda mas vou provar que serei muito mais forte que ela.

Me chamo Jaqueline, tenho 36 anos, convivo com a artrite reumatoide e síndrome de sjogren há 3 anos, tenho uma fabrica de pães, moro em Guarapuava – PR.

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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1 Comentário

  1. Dayane, fui diagnosticada com artrite reumatoide ha mais de 20 anos.Sempre consegui,junto com meu reumatologista, ter um controle bom sobre as dores.Atualmente uso Arava e Humira.Este ultimo é um medicamento biológico.Passo relativamente bem, nao tenho reaçoes adersas.Que tal falar com seu medico sobre estes medicamentos??

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