Meu maxilar travou e o diagnóstico chegou!

Oi Oi beldades! Isso mesmo você é uma beldade e estou aqui para te mostrar que você é o ser mais importante do mundo! Mas antes vou te contar o que é que estou fazendo aqui. Uma querida beldade seguidora do blog e também da minha fanpage, indicou o meu trabalho e assim a equipe do blog fez contato comigo e agora sou a mais nova colunista de vocês! Bora lá então, tudo começou quando o maxilar da pessoinha aqui que vos escreve TRAVOU! E aí o diagnóstico chegou!

Beldades, sou portadora de ARJ (artrite reumatoide juvenil). Vou contar para vocês a minha experiência e também informá-los sobre essa questão da disfunção temporomandibular (DTM).

Desde a infância sempre tive muitas dores no corpo todo, era uma criança extremamente irritada e “estabanada”, deixava cair tudo das mãos, entre essas dores tive dias de dor extrema e febrão de 40 graus, delirava! E cadê os pais dessa criança? Sempre ao meu lado e levando de médico em médico, os diagnósticos eram: dor do crescimento, nervosismo ansiedade, tendinite, problemas espirituais e por aí vai. O cúmulo foi quando tive uma crise tão forte nos membros superiores que engessaram os meus 2 braços de uma só vez. Imagina só a beldade aqui vaidosa, narcisista indo para escolinha com um gesso em cada braço? Ai que tortura para o meu ego! Rs… Ah! Sem contar a botinha ortopédica, porque meu pezinho torcia toda hora pela perda das forças dos membros inferiores.

Assim fui crescendo, dois dedinhos dos pés tortinhos, dedo da mão indo pro lado devagarzinho, dor, cansaço, anemia e 5 cirurgias. Cada hora era uma coisa que pifava! Diante de tudo isso a beldade de 47kg foi para 65kg entre medicações e anestesias geral uma próxima da outra.

E agora vamos ao que interessa, meados de junho de 2016 em meio a mais dores e mais cansaço e mais fraqueza. Um belo dia acordo com o maxilar travado, só abria um dedinho e torto, arcada dentária superior para um lado e inferior para esquerda. Começa o corre corre em dentistas e bucomaxilo, diagnóstico: disfunção temporomandibular (DTM), tratamento: cirurgia ortognática. Beldades! Medo? Eu não, logo eu a rainha do centro cirúrgico, bora lá. Corre preparar a papelada para a cirurgia, só que não! Parei, respirei! Juntei minhas mãos e orei, resolvi então que o caminho era outro, conforme pedido em oração recebi a orientação de que deveria procurar um reumatologista.

Lá foi a beldade da boca torta e batom vermelho, consulta realizada com sucesso! Drª Adriana Fiori excelente profissional e de uma empatia sem igual, ouviu todo o meu relato e me pediu 32 exames nunca feitos na vida! Resultado: fator reumatoide alto, anemia, osteopenia no corpo todo, perda de força dos membros superiores e inferiores, vértebras comprimidas, perda auditiva dos sons agudos, síndrome de raynoud, leves deformidades nos dedinhos, perda de massa óssea, perda óssea dos dentes com retração da gengiva e o diagnóstico final: ARJ com suas consequências e devastações.

Santa boca torta! Fala sério gente, se não fosse isso como que a bonita aqui iria descobrir? Por falar nisso, pouco se fala, mas a ATM é uma articulação muito acometida nos pacientes com AR e por isso a importância de se conhecer melhor o funcionamento. Quando essas estruturas não funcionam da maneira correta, a alteração recebe o nome de disfunção temporomandibular (DTM). Existem vários sinais e sintomas para as DTMs, entre eles:
• Dor nas articulações;
• Ruído nas articulações (estalido, rangido);
• Crepitação (sensação de areia);
• Sensação de desencaixe ou travamento ao abrir ou fechar a aboca;
• Dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar;
• Dor de cabeça;
• Dor de ouvido e zumbido;
• Dor e pressão atrás dos olhos;
• Mudança no modo que os dentes se encaixam (sensação de mordida torta);
• Mudança na postura da cabeça;
• Desgaste dental.

TRATAMENTO: são usados medicamentos para diminuir a dor, placa de mordida (feita sob medida) para posicionar e proteger os dentes e relaxar a musculatura e fisioterapia para aliviar a dor e a inflamação, exercitar a musculatura e manter a mobilidade articular. No caso dos portadores de AR além desses o uso de remédios específicos da doença contribui para que o problema da ATM não evolua ainda mais.

Ah! Só para vocês saberem, levo uma vida praticamente normal, ainda não estou em remissão, sempre durante toda atividade da doença me mantive aos trancos e barrancos, estudando, trabalhando e tendo vida social ativa. Trabalho no consultório aliviando dores emocionais e físicas. Ah! Acho importante vocês saberem que estou em procedimento de migração para a CNH especial, pois não dirijo mais carro normal desde que recebi o diagnóstico para não ter mais crises além do risco de não segurar o carro pela perda das forças.

Como sou terapeuta não posso deixar de frisar a importância de um acompanhamento psicológico, desde os 7 anos de idade faço terapia e quando descobri a minha doença a minha Psicanalista me disse em análise: Qual o papel dessa doença na sua vida? Que me fez refletir e responder rapidamente: o papel de que agora o inimigo tem nome! Sabendo quem é ele e como ele funciona posso combate-lo! E em caso de dias piores, use batom vermelho! Rsrs….

Time de beldades lindas! Espero que tenham gostado da minha contribuição por aqui, fiquem à vontade para me enviarem perguntas e sugestões sobre o que vocês querem ver aqui na minha coluna, enviem por e-mail, responderei com muito carinho! Espero vocês também na minha fanpage, posto dicas de bem-estar diariamente!
Abraço apertado e amoroso!

Com Terapia e Alegria Sempre!

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Psicanalista (Instituto Paulista de Psicanálise), Pós-graduada em clínica Psicanalítica (Faculdade Einstein), Psicopedagoga clínica (FAAT), Acupunturista- MTC, Terapeuta Floral de Bach (Instituto Avalon, Ahau, Bioacupuntura, Okido Terapias, holus), Escritora, Pedagoga (FAAT) e Atriz (USF e escola de atores Wolf Maya-globo).

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