Medicamento Biossimilar, como será sua chegada no SUS? Substituição Automática, pode?!

Biossimilar são as “versões genéricas” dos medicamentos biológicos

Medicamentos biossimilares, são similares aos medicamento biológico que utilizamos hoje. Com a quebra da patente (marca do produto), as empresas produtoras de medicamentos biológicos originais, perdem o direito da exclusividade de produção, permitindo dessa forma a livre produção deste medicamento biológico, desde que cumprido os padrões regulatórios estabelecidos pela ANVISA, que irá fazer o registro deste medicamento.

No entanto, no Brasil, vários medicamentos biológicos perderam sua patente e em breve teremos várias marcas de biológico, com versões similares, ou seja, o biossimilar em breve, previsto para 2016, estará sendo distribuído pelo SUS através das Farmácias de Alto Custo.

Devemos considerar que os medicamentos biológicos são de alto custo e levam boa parte da verba da assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, a produção de medicamentos biossimilares permitirá uma economia aos cofres públicos e acreditamos nós pacientes que esta economia possa ser também uma maior garantia e estabilidade de acesso aos medicamentos de alto custo (que sofrem atrasos e desabastecimento contínuo em todo o Brasil).

Em nosso país a produção de medicamentos biossimilares está acontecendo através de parceria público privadas (PDPs), onde a produtora do medicamento original faz a transferência da tecnologia para uma a indústria que irá produzir o biossimilar em parceria com uma iniciativa publica (por isso, o nome público x privado). A promessa de ter medicamentos biológicos com menores preços, acontece devido a não necessidade de investimentos em pesquisas para descobrir uma “matriz” (a substância ativa do biológico), as pesquisa clínicas com biossimilares acontecem também já na fase III, barateando ainda mais a produção do medicamento. A grande dúvida é, saber se o medicamento biossimilar será de fato mais barato que o biológico?

Os medicamentos biossimilares,  não representam um alerta para a possibilidade de um medicamento “tabajara”, sendo similar, espera-se que tenham o máximo possível de características biotecnológicas e seus efeitos de controle sobre a doença e segurança de uso, venham a ser igualmente similares aos medicamentos biológicos originais. Não devemos considerar que os biossimilares sejam ruins, mas devem comprovar primeiro que são bons.

Economia, ampliação de acesso e transferência de tecnologia, tudo isso é maravilhoso para os cofres do Ministério da Saúde e avanços tecnológicos do Brasil, mas, o que nos chama a atenção é a grande falta de informação sobre como os medicamentos biossimilares vão ser distribuídos no SUS, pois segundo as regras da Assistência Farmacêutica, o genérico é automaticamente trocado no balcão da farmácia do SUS, se for considerado a mesma lei para os biossimilares, logo, “os biológicos também, serão trocados nas farmácias do SUS pelos biossimilares disponíveis no dia de retirada”?, trazendo a possibilidade de 3 em 3 meses, recebermos um biossimilar de marca diferente?.

Nós pacientes e nossos médicos sabemos que dependendo da marca do genérico, nosso organismo tem uma resposta diferente, então, com “biossimilares, como será a reação do nosso organismo?”. Espero que a Conitec (órgão que fará a implementação da regulamentação sobre as tecnologias no SUS), use critérios para distribuição dos biossimilares, preservando o nosso direito de manter o tratamento com o biológico que nosso organismo está acostumado, pois é bastante delicado, imaginar, o que será de nós, se cada vez que pegar uma dose, mudar a marca.

Sim ao biossimilar! ele já chegou ao Brasil, só falta começarem a distribuir no SUS, mas que a troca pelo biossimilar seja uma escolha consciente, informada e preferencialmente uma prescrição do nosso médico reumatologista assistente (o médico que cuida da gente). Que a Conitec resguarde o direito de cada paciente receber uma única marca de biológico, essas são algumas das minhas esperanças enquanto paciente.

Alguns biológicos usados no tratamento da Artrite Reumatoide e outras doenças reumáticas, que perderam a patente e em breve terão a versão biossimilar: Rituximabe (Mabthera), Adalimumabe (Humira, Etanercepte (Enbrel), Remicade (Infliximabe), entre outros.

Antes de responder as perguntas, sugerimos a leitura do “Relatório Informativo sobre Medicamentos Biológicos e Biossimilares da IAPO

Link direto:http://www.iapoamericas.org/sites/default/files/files/IAPO_Biosimilars_Briefing_Paper_PT.pdf 

Nos dias 05 e 06 de agosto/2015, acontece em Brasília, o maior evento brasileiro sobre medicamentos biossimilares, é permitido a participação de pacientes e associações de pacientes

FLAB2015FLAB 2015 –

5° Fórum Latino Americano de Biossimilares e
6° Fórum Brasileiro de Biossimilares
Inscrição: http://www.biossimilares2015.com.br/

Estarei apresentando, no FLAB 2015,  uma palestra sobre a “perspectiva dos pacientes com artrite reumatoide sobre os medicamentos biossimilares”, se você é paciente usuário de medicamento biológico, preencha a pesqusa online que será utilizada para compor essa apresentação, click neste link: http://goo.gl/forms/zI2fXIeGnV . Ou preencha  o formulário abaixo:

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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