Medicamento Biológico – Nossa Esperança de Dias Melhores

A Medicação Biológica muda o curso da doença ao impedir a ação da substância que provoca a inflamação, quando eu vi em mim a Artrite Reumatoide, comecei a estudar as formas de tratamento medicamentosos da AR no Brasil e encontrei na terapia biológica uma esperança de ter a doença controlada e impedir a degeneração severa. Acredito que a minha geração de pessoas com AR teremos um futuro com qualidade de vida compatível as demais pessoas da nossa idade.

Os medicamentos conhecidos como agentes biológicos, ou simplesmente biológicos, são moléculas de natureza protéica produzidas com o auxílio da engenharia genética, através de técnicas como a do DNA recombinante e o uso de hibridomas, que são linhagens celulares desenvolvidas para produzir um anticorpo desejado em grande quantidade.

São moléculas altamente complexas, quase sempre proteínas de alto peso molecular, resultantes de processos igualmente complexos que envolvem desde a seleção da molécula viva inicial (clonagem, microorganismos geneticamente modificados) até todo o processo de produção.

Esse processo de produção difere substancialmente do empregado na produção química convencional.

São produzidos para o tratamento de doenças crônicas como as hepatites B e C, a artrite reumatóide e vários tipos de câncer.
Proteínas que são muito semelhantes as produzidas pelo nosso organismo como o hormônio de crescimento ou eritropoietina

Anticorpos monoclonais que são anticorpos semelhantes àqueles produzidos no corpo. Estes anticorpos são adaptados para reagir especificamente sobre “alvos” selecionados.

Proteínas de fusão são baseadas em receptores naturais do corpo como por exemplo, o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) usado no tratamento de várias formas de câncer.

São Exemplos de Medicamentos Biológicos;

Vacinas
Soros
Hemoderivados
Insulinas
Medicamentos biológicos
Anticorpos Monoclonais
Anti-TNFs
Na artrite reumatoide, são utilizados medicamentos biológicos do tipo Anticorpos Monoclonais e Anti-TNFs
Medicamento Biológico – Anticorpos Monoclonais

Surgem a partir de um único linfócito B (sistema imunológico), que é clonado e imortalizado, produzindo sempre os mesmos anticorpos, em resposta um agente patogênico.Estes anticorpos apresentam-se iguais entre si em estrutura, especificidade e afinidade, ligando-se por isso ao mesmo epítopo (área da molécula do antígeno que se liga aos receptores celulares e aos anticorpos) no antígeno (partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune).

Medicamento Biológico – Anti-TNFs

O Fator de Necrose Tumoral (TNF) é uma citocina envolvida nas reações de fase aguda nos processos de inflamações sistêmicas. Seu principal papel está relacionado à regulação e equilíbrio da ação das células imunes.O desequilíbrio na produção e no número de TNF disponíveis no organismo ocasiona uma série de complicações, influenciando na ocorrência de doenças como: artrite reumatóide, artrite psoriática, espondilite anquilosante, doença de Crohn, Doença de Behçet, amilidose, sacroidose; escleroderma, poliomiosite, doença de Still do adulto , lúpus; nefrite e artrite lúpica

Os anti-TNFs são medicamentos que impedem a circulação do Fator de Necrose Tumoral, ou seja, do TNF que é quem promove a resposta inflamatória e a clínica associada com doenças auto-imunes.
Como se desenvolve um Medicamento Biológico

Modificar geneticamente uma célula ou microorganismo
Cultivo de réplicas
Colheita da proteína
Purificação
Obtenção do componente ativo
Medicamentos Biológicos comuns no Tratamento de Doenças Reumáticas

No tratamento da Artrite Reumatoide, existem dois tipos de medicamentos biológicos, os biológicos Anticorpos Monoclonais e Anti-TNFs.

Etanercepte (Enbrel®) Anti-TNF
Adalimumabe (Humira®) Anti-TNF
Infliximabe (Remicade®) Anticorpo Monoclonal
Rituximabe (Mabthera®) Anticorpo Monoclonal Anti CD-20
Tocilizumabe (Actemra®) Anticorpo Monoclonal Anti – IL6-R
Abatacepte (Orência) Anticorpo Monoclonal
Golimumabe (SimponiI®) Anticorpo Monoclonal
Certolizumab pegol (Cimzia®) Anti-TNF
Belimumabe (Benlysta®) Anticorpo Monoclonal (em estudo clínico no Brasil para tratamento do LES – Lúpus Eritematoso Sistêmico)

Exames solicitados pré-medicamento biológico

PPD (teste tuberculínico)
Radiografia de Tórax
Hemograma
Urina I
Provas de Função Hepática
Provas de Função Renal

Principais Efeitos Colaterais

Imunossupressão
(risco aumentado para infecções)
Intolerância Gástrica (náuseas, vômitos, gastralgia (dor no estômago), diarreia)
Calafrios
Febre
Dores musculares
Fraqueza e/ou Fadiga
Perda de apetite, náuseas, vômitos e diarréia
Alopecia
Erupção cutânea

Os efeitos colaterais diferem de pessoa para pessoa, cada organismo terá uma forma de reação ao medicamento biológico, os efeitos colaterais podem ser maiores nas primeiras doses e com o passar do tempo o organismo vai se adaptando de uma forma que os efeitos colaterais se tornam discretos.

Efeitos Colaterais Importantes e não tão comuns

  • Hepatotoxidade (comprometimento e sintomas de alteração da função, ex: hepatite medicamentosa)
  • Nefrotoxidade (comprometimento e sintomas de alteração da função dos rins)
  • Neurotoxidade (comprometimento e sintomas de alteração do Sistema Nervoso Central)

Muito comum, as pessoas se assustarem ao ler os efeitos colaterais de um medicamento biológico, porém, alguém já leu a bula da dipirona? e paracetamol?, saiba que o paracetamol é muito utilizado pela pessoa que tem dor crônica, porém, ninguém divulga que o uso indiscriminado de paracetamol pode levar a séria Hepatite Medicamentosa, por isso, se o seu médico prescreveu medicamento biológico, confie, ele estudou e sabe o que está prescrevendo.

Farmacovigilância

Além dos efeitos colaterais previstos, podem ocorrer efeitos colaterais raros e imprevisíveis, momento em que através de formulário próprio da ANVISA os dados são registrado e encaminhados para a farmacovigilância. Todo efeito colateral fora dos padrões esperados deve ser encaminhado a notificação para a ANVISA que é o órgão regulatório de registro e liberação para uso de medicamentos no Brasil

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Ministério da Saúde – Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas  – Artrite Reumatoide

Arthritis Research UK

Portal Reumatoguia – Tratamento  

Artigo publicado em Outubro/2007 e Atualizado em Outubro/2011

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