Me libertei e encarei a doença de frente

 

Me chamo Sandra Ribeiro, tenho 41 anos e moro em São Paulo, Capital. Aos vinte e cinco anos de vida, comecei a sentir dores injustificadas em todas as juntas, e todo o tecido muscular, primeiro tratei com ortopedista, que após muitos exames me encaminhou para um Reumatologista, diagnosticaram Artrite Reumatoide e Fibromialgia. No começo não tinha plano de saúde, tive que tratar pelo SUS no Hospital São Paulo, comecei com vários remédios imunossupressores, e sempre meu organismo apresentava algum tipo de intolerância, então, os especialistas mudavam para outros como (Metotrexato, Arava, Humira e infiltrações nas sinovites de dedos e cotovelos) esses são alguns nomes que me lembro de ter tomado até que comecei a 10 meses com medicamento biológico, atualmente tomo Actemra através de pulsoterapia, porém, o uso contínuo de prednisona, diclofenaco de sódio, entres outros medicamentos, desencadearam outra patologia como pressão alta.

Moro sozinha por opção, e às vezes fico chateada, quando em crise não conseguir executar algumas atividades básicas, como não conseguir abrir uma torneira, um garrafa pet, pentear o cabelo e trocar de roupa, mas graças a Deus posso contar com minha mãe que está sempre presente, nessas ocasiões. Nunca mais consegui me relacionar com namorados por falta de compreensão da doença e minhas limitações, também tinha medo de engravidar e ter filhos deformados por conta de ingerir tantos remédios. Agora estou com 41 anos e além de tudo, há 3 anos vivo o drama de talvez nunca mais engravidar, pois tenho que retirar o útero, por conta de vários Mioma, que me faz perder muito sangue, e ter anemia. Atualmente consigo controlar o desconforto com hormônios, pois, sofria com cólicas insuportáveis e muito sangramento. Trabalhava sempre cansada e com muitas dores e muitas vezes essas dores se misturava com as cólicas e o sagramento do Mioma, não tive muito apoio na firma de familiares pois achavam que estava usando a doença como escudo e que a doença não era tão grave, pois não apresento nenhuma deformidade visível, somente dores, inchaços , cansaços, e limitações no punho e no tornozelo. Tentei me aposentar, fiz a perícia médica no INSS, quando estava em crise da AR, mas não foi deferido, quando tentei voltar ao trabalho fui dispensada sem nenhuma segurança trabalhista, apenas deram um carro popular financiado como forma de rescisão contratual de 10 anos de trabalho, e por ser firma de parente não quiseram me registrar e eu não também achei melhor não reclamar meus direitos, para evitar conflito familiar.

Contudo entrei em depressão profunda, me fechei para o mundo, não queria ter contato nenhum com o mundo exterior só com minha mãe, pensei até em por fim em minha vida, engordei muito, mas aos poucos, fui me libertando fui encarando a doença de frente, me matriculei no curso de hidroginástica e outros cursos, para tentar sair da crise e retornar a auto-estima, aos poucos estou conseguindo. Compreendo que Deus tem um propósito na minha vida e que tudo que estou passando é apenas uma purificação, acredito que vou me fortalecer e que dias melhores viram. Graças a Deus e ao uso de medicamento biológico Actemra na ultima semana soube pela minha reumatologista que entrei na fase de remissão da doença e com isso estou curtindo cada momento da minha vida sem dor e espero que essa remissão dure por muito tempo ou para sempre.

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Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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