Fibromialgia

Fibromialgia, silenciosa atinge 4 milhões de pessoas no Brasil

Dores no corpo todo, fadiga, depressão, irritabilidade, sensação de formigamento nos braços e pernas e um sono que não relaxa. Se você sente isso, é sinal de que deve procurar um médico. Os sintomas podem ser de uma doença pouco conhecida no Brasil, mas de vasto alcance: a fibromialgia. Ela atinge 4 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados do site www.fibromialgia.com.br.

A síndrome atinge, principalmente, mulheres entre 35 e 60 anos de idade. E interfere diretamente na rotina e na qualidade de vida dos pacientes. Dentre os sintomas diagnosticados, aproximadamente 90% apresentam quadro de fadiga; cefaleia representa entre 44% e 56% e distúrbios do sono manifestam-se entre 56% a 86% dos casos. Os dados são resultado de pesquisa da mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina, Evelin Goldenberg.

De acordo com o médico amazonense especialista em Medicina Ambiental, Gilberto de Paula, “o mais grave dessa doença é que ela é pouco conhecida. Normalmente, as pessoas se consultam com vários médicos, fazem diversos exames, que não esclarecem as suas queixas. Também tomam inúmeros remédios e por fim acabam desacreditadas pela família porque, mesmo com toda essa busca pela melhora, as dores não diminuem e a fadiga aumenta”.

A doença não tem cura, mas alguns tratamentos trazem melhoras substanciais e recuperação da qualidade de vida do paciente. O primeiro passo, no entanto, é diagnosticar a síndrome. Exames como o de termografia podem detectar pontos de calor e, logo, dor. Uma análise clínica completa o diagnóstico. Depois vem a decisão de que tratamento utilizar, de acordo com a intensidade da doença.

Tratamento

A grande novidade nesse campo vem do Canadá e já existe em Manaus com exclusividade. Trata-se da Sauna Infrared, uma espécie de cápsula de madeira, que funciona como uma sauna seca, mas com raios infra-vermelhos. O calor intenso, seguido de drenagem linfática, alivia as dores e melhora a qualidade de vida do paciente.

Esse tratamento precisa de, no mínimo, dez sessões da Sauna Infrared. “Este é um dos tratamentos mais modernos e que não exige ingestão de medicamentos ou técnicas invasivas”, explica De Paula.

Outra alternativa é com medicamentos, aplicações de vitaminas e outras medicações ortomoleculares. Além de tratamentos a alergias específicas, por meio da mudança de hábitos do paciente. Tudo porque as dores sentidas pelo paciente com fibromialgia não têm uma origem única e um ponto específico. Ela se espalha pelo corpo inteiro, debilitando-o.

Diagnóstico e alívio quase imediato

A dentista Jéssica Mayumi Miki Rebelatto, 24 anos, sofria há anos com dores nas costas e na cabeça. Percorreu médicos, a maioria ortopedistas, que diagnosticavam hérnia de disco e recomendavam medicamentos. Mas as melhoras não vinham. “Eu só ficava melhor quando estava medicada. Passava o efeito da medicação e as dores voltavam”, recorda.

Depois disso, ela decidiu buscar ajuda com o especialista Gilberto de Paula. Iniciou-se, então, uma bateria de exames, mas o que detectou a fibromialgia foi o exame de termografia. A doença foi diagnosticada e a origem encontrada: tratava-se de uma possível alergia alimentar. Iniciaram então os testes de retirada de alguns alimentos da dieta de Jéssica, entre eles o feijão e o arroz.

Para surpresa dela, já nos primeiros dias, as dores aliviaram e ela conseguiu dormir tranquila e sem precisar de medicamentos. “Hoje eu sou outra pessoa, me sinto bem e sem dores”, contou ela, que compartilhou a história no Youtube para que outras pessoas encontrem mais qualidade de vida.

Fonte:http://www.d24am.com/noticias/saude/silenciosa-fibromialgia-atinge-4-milhes-de-pessoas-no-brasil/40626 @portald24am

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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3 Comentários

  1. Bom, Pri, passei por aqui hj e adorei seu novo blog. Hoje, costumo dizer que agora tenho uma doença comprovada, o desgaste e deslocamento de disco na coluna lombar, mas, o que evito dizer, como vc sabe, a Fibromialgia é o pior de tudo.
    O que tem que sempre frizar. Não é só o fato da dor, a qual já aprendi a lidar e parar de ingerir tanta droga que acabou com meu estômago, mesmo contra vontade médica, mas existem outros sintomas além de fadiga, dormências, dificuldade de sono profundo e vale a pena citar sempre. O fibromiálgico muitas vezes está há alguns minutos acomodado, por exemplo sentado e a “coragem” pra levantar não vem, parece que disconectamos do corpo, quando está em locais de muito movimento, por exemplo um metrô, ônibus, em pé e falta força pra continuar se segurando, se apoiando, a famosa libido que muitas vezes vai-se como mágica, e com tudo isso mudamos nosso modo de ser.Ao deitar a dificuldade de engolir é enorme, tem dias que gânglios incomodam, as juntas incham. As dores são agulhadas, outras vezes parecem queimaduras, latejamento, dores geladas e migratórias sempre. Agora dói o dedo da mão, daqui a pouco o tornozelo e assim vai. Você quer receber amigos em casa mas simplesmente não dá vontade, você está esgotado sem ter feito nada. A intolerância muitas vezes faz parte do meu dia, a vontade de sumir é constante…mas a realidade nos chama para o mundinho que vivemos. Não temos “cara” de doentes, não temos nada visível, e isso é o que mais nos aprisiona em um mundo só nosso. Já são 3 anos, e no último ano tive uma piora progressiva na coluna e eu disse ao meu médico: puxa, agora tenho uma doença de verdade. Saber que o nervo pode “desligar” minhas pernas não me assusta, o que me assusta é estar assim e conviver com braços cansados que mais parecem terem carregado sacos e sacos de cimento por horas, dias, meses e anos. A Fibromialgia é prisão e posso dizer com toda experiência dos últimos 3 anos: ainda não há médicos preparados para entender o paciente e por isso que tirei meu foco da fribro mesmo sabendo que ela me aprisiona. Espero do fundo do meu coração, que fibromiálgicos daqui há uns 5/10 anos sejam tratados com mais dignidade e que a sociedade entenda e conheça mais, porque a ignorância nos mantém cada dia mais isolados.
    Pri, foi mais um desabafo…
    parabéns mais uma vez..

    • Oi.. Dani..

      Concordo com você plenamente!

      Não ter como provar o que se tem, é um verdadeiro dilema de preconceitos e desigualdades em nosso país. Eu vivi isso com a Artrite Reumatoide, pois meu Fator Reumatoide, Anti-CCP e tudo são negativos e um dia uma residente achando que iria virar estrelinha, me disse você não tem AR e eu vou provar, lembro até o nome dela era Mariana, e ela fez de tudo para provar que eu não tinha AR, fiz Ressonância de Mãos e Punhos com um conceituado radiologista especialista em articulação e estava lá, até erosão tem na ressonância, isso pq eu não tinha AR.. depois disso, o caso foi passado para outra pessoa.. + eu fui tomada por uma raiva tão grande que queria bater naquela residente. Mas nem sempre podemos provar por exames o que temos..

      E infelizmente, não existe máquina para provar a dor.. e nem a fibromialgia + vamos caminhando para um futuro promissor!!

      Bjão

  2. Boa Tarde.
    Meu nome é Alexandra, hoje eu sofro de uma doença que é a Fibromialgia, mais para chegar a este resultado o trajeto foi muito longo, desde de criança sofria com muitas dores no corpo mas pernas eram dores que percorria pelo o meu corpo e também até hoje vivo mancando e tenho a tremedeira foras as cãibras , quando eu fazia ginásticas na escola assim que terminava eu não conseguia nem andar direito. Passei a minha infância e a minha adolescência sendo criticada que eu não tinha nada que era todo invenção e que eu fazia corpo mole, quer dizer ninguém acreditava na minhas dores, já cheguei a perder o movimento do meu braço por 3 dias sem nenhuma explicação, mais como a minha família não acreditava em mim eu meti dizendo que tinha caído na escola, sempre desde pequena sofri com depressão. Quando cheguei na minha fase adulta procurei um médico para tentar saber o que eu tinha, como minha família não acreditava em mim ela não me levou no médico.
    Passei primeiro num clinico que pediu vários exames e ficou constatada que tinha reumatismo quando me encaminhou para o Reumato constatou a Fibromialgia venho fazendo tratamento até hoje, é muito difícil pois no serviço onde eu trabalho atualmente só criticada e as pessoas dizem que isto não passa da minha imaginação, fruto da minha cabeça, que de tanto que as pessoas não acreditava em mim parei de contar e passei sentir as dores caladas quanto estão leves ou fortes,É verdade samos muitos criticados como se a Fibromialgia não fosse nada grave, não é eles que sente as dores que vive correndo pelo seu corpo inteiro, acordar cansada como se estivesse não dormido nada andar em ônibus lotados é um horror quando a gente se encontra em pé se segurando perdemos a força que não consigo ficar com braço levantado por muito tempo.Queria muito que a população se conscientizar que o que nós sentimos é real não uma brincadeira.

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