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Espondilite e Dor – O principal fator limitantes da espondilite é a dor

Espondilite e Dor – O principal fator limitantes da espondilite é a dor – A espondilite anquilosante tem uma gama de limitações para os pacientes com essa condição; anquiloses, rigidez matinal, ansiedade, depressão, perda funcional entre outros, mas é consenso entre os pacientes que todos esses convergem ao fator dor.

Espondilite e Dor – principal fator limitantes da espondilite é a dor

Espondilite e dor – Índice de Dor McGill, coloca a EA entre as condições mais dolorosas. A dor é uma experiência subjetiva. É difícil compreender a experiência de dor de outras pessoas sem ter uma maneira de comparar de algum modo os níveis de dor. Mas um fator que não foi considerado é a quantidade de articulações afetadas que pode elevar a uma piora na percepção da dor.

A dor crônica da espondilite pode ocorrer de forma progressiva de uma articulação à outra se tornando a inflamação poliarticular e oligoarticular, o tratamento deve ser para controle da doença, pois só assim o paciente pode ter ganho na qualidade de vida.

Entretanto até que o paciente entre em remissão a dor deve ser tratada para que não limite tanto a qualidade de vida, a dor é de moderada a muito Intensa, segundo a escala de dor McGill.

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Espondilite e dor

Dra. Flávia Nascimento é Pós-Graduada em Reumatologia pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro é membro do Corpo Clínico da Santa Casa de Caridade de Formiga – MG. Para ela: “Não é incomum o paciente reumatológico sofrer dores todos os dias, mas o que mais me preocupa não é somente a dor. Se temos dor é por que a doença não está controlada, não está “dormindo”. Ela diz ainda: “Sabemos das possíveis sequelas a um paciente portador de espondilite, e se ele ou ela tem dor a doença está ativa. Procuro sempre alinhar o controle da dor voltado para a causa, ou seja, para o tratamento específico da doença. Claro que até conseguirmos essa remissão usamos analgésicos potentes como tentativa de melhora da qualidade de vida do paciente.”

A paciente Nathália é de Curitiba e tem artrite psoriásica, (uma doença do mesmo grupo da espondilite anquilosante, as espondilartrites) ela menciona que a dor causou grande perda em sua vida: “Minha principal perda é o fato de não poder trabalhar e cuidar da casa como fazia. A vida social desandou, pois na maioria das vezes não aguento sair, tenho ficado em casa.” Em relação aos prontos-socorros Nathália diz; “As equipes de primeiro atendimento em sua maioria olha como se fosse dependente, mas levo um laudo e o atendimento muda. É triste, mas necessário. Eu aguento até o último grau da dor para ir. Sinceramente prefiro passar dor em casa do que vergonha no hospital com médicos e enfermeiras olhando torto.

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Segundo Dra Flávia a possibilidade de um paciente viciar em analgésicos potentes existe mas o reumatologista deve usar seu conhecimento para saber quando a dor é real ou um possível vício: “Confesso que uso muito o meu “feeling” nesta hora. Como conheço bem meus pacientes, muitas vezes desde o início da doença isso me ajuda muito. O que tento sempre é alertar e acompanhar de perto para que as chances de acontecer diminuam bastante.”

Para Lídia Stein natural de Carazinho no Rio Grande do Sul, técnica de enfermagem, a relação entre espondilite e dor para ela que já não consegue andar devido a dor; “A minha realidade é que deixei de cuidar de pessoas para ser cuidada”

Dra. Flávia menciona que durante as crises de dor devemos usar medidas medicamentosas, mas também usar outras alternativas: “Alongamentos, fisioterapia, acunpuntura, devemos lembrar que não somente durante as crises, mas diariamente o paciente pode se ajudar praticando atividade física regular, evitar o ganho de peso, alimentação balanceada, controle do estresse, seguir corretamente o tratamento medicamentoso e fazer o acompanhamento regular, mesmo que não esteja sentindo nada. Tratar espondilite não é somente amenizar a dor. É principalmente focar no tratamento específico para almejar a remissão da doença.” diz ela.

Tiziana Costanzo é de Santos litoral de São Paulo, técnica de enfermagem, ouvia no trabalho piadas por não poder trabalhar como antes, acusada de “se escorar”, essas acusações vinham de colegas que trabalham com a saúde dos pacientes e não compreendem a relação entre espondilite e dor, estes deveriam ter mais empatia. “Eu escutava da diretoria quando me afastava devido a dor, diziam não saber que eu trabalhava como estivadora do porto para ter tanta dor

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Raquel Gómes de Atibaia São Paulo, usa andador e no pronto socorro não é bem tratada; “Quando falo que a dor é insuportável eles dizem não ter o que fazer, e associam à ‘dor emocional'”

Segundo Dra. Flávia o médico clínico ou médico de primeiro atendimento do pronto-socorro deve sempre atender bem estes pacientes: “Sempre falo: dor é dor e deve ser no mínimo amenizada. Muitos colegas clínicos tem receio de prescrever medicamentos ao nossos doentes reumáticos, mas não precisam ter. Pode ser de analgesia habitual, passando desde os analgésicos comuns até os mais potentes devem ser prescritos e orientar o paciente a procurar seu reumatologista para investigar se a espondilite “acordou” ou se é um fato isolado de dor.” 

O nosso conselho é que se você está passando por momentos extremamente doloroso devido uma crise de atividade da EA, peça ao seu reumatologista um laudo descritivo de sua condição, a necessidade de analgesia e quais opções pode ser utilizado nos pronto-socorros pois esses médicos necessitam conhecer essa relação íntima entre espondilite e dor.

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