Entenda, o que são as espondiloartrites #encEA2018

Saiba mais sobre esta “família” de doenças reumáticas, que afeta, principalmente, a coluna vertebral

A Dra. Bruna Chu, médica reumatologista e representante do site ReumatoCare, palestrou sobre “O que são as espondiloartrites?”, classificadas como  um grupo de doenças reumáticas, que afetam principalmente a coluna vertebral, além de articulações periféricas. Neste grupo fazem parte a Espondilite Anquilosante, a Artrite Psoriásica, a Uveíte, a Artrite Reativa, entre outras.

Por que elas ocorrem?

“As espondilites acontecem por fatores genéticos e ambientais, e podem também ter causas a partir de problemas no intestino”, explica Dra. Bruna. O intestino tem um papel importante na origem dessas doenças. De acordo com a especialista, há trilhões de bactérias que vivem no órgão, e segundo estudos, nas pessoas que possuem as espondilites, a população de bactérias é diferenciada.

Outra possível causa é em relação à defesa do próprio intestino. “Há uma barreira que separa as bactérias da corrente sanguínea. Se há uma quebra da mucosa que nos protege, pode acontecer a migração dessas bactérias para o corpo. A partir disso, há ativação das células de defesa que migram para os ossos ou articulações periféricas, produzindo citocinas que são substâncias que regulam o processo inflamatório”, explica a médica. Com a inflamação instalada, pode acontecer uma desregulação das células dos ossos, as osteoclastos, que degradam os ossos, formando erosões, dando origem às espondilites.

Sintomas e características da espondilites

Nas espondilites, basicamente, há uma inflamação nas articulações da coluna cervical, torácica e/ou lombar, a famosa sacroiliíte, a articulação dos ossos da bacia.

Os sintomas clássicos são dor lombar de mais de três meses, que melhora com exercícios e anti-inflamatórios, mas persiste no repouso e rigidez matinal, com dificuldade para levantar da cama.

Marcador genético HLA-B27

O HLA-B27 é um marcador genético que faz parte da inflamação e defesa do organismo humano. Este marcador está presente em 50 a 70% dos pacientes com espondiloartrites. No entanto, de 5 a 10% dos casos de pessoas com espondiloartrites, não há a presença do HLA-B27.  O marcador traz maior risco para desenvolvimento das doenças reumáticas, mas isto só acontecerá se houver um estímulo ambiental desencadeante. Para identificação do marcador é necessário apenas um exame de sangue. No entanto, é importante destacar que ter o marcador não é fator para diagnóstico.

Tipos de espondiloartrites

*Artrites periféricas – geralmente em grandes articulações e em membros inferiores, como joelhos e tornozelos.

*Entesite – geralmente, são inflamações no calcanhar, no tendão de Aquiles, na fascite plantar e na coluna.

*Dactilite – Inflamação do dedo, que fica inchado.

*Uveíte – inflamação nos olhos, deixando-os vermelhos, com dor e incômodo com a luz.

Espondiloartrite axial

Os sintomas gerais da espondiloartrite localizada na coluna são fadiga, dor nas costas, dor no pescoço, redução da mobilidade da coluna, artrite de grandes articulações, entesite, uveítes, presença do marcador genético HLA-B27, além de risco cardiovascular aumentado. As principais complicações são osteopenia e osteoporose, problemas psicológicos, fraturas e, em casos raros, doença renal.

Diagnóstico

“A avaliação médica inclui associação da história médica com exame físico, laboratoriais, que irão mapear a presença do HLA-B27, PCR (marcador de inflamação no organismo) e alterações no raio-x ou ressonância magnética das sacroilíacas”, explica Dra Bruna.

Tratamento

O tratamento pode ser medicamentoso ou não. Se não for, o paciente é orientado a fazer acompanhamento com fisioterapeuta, exercício físicos e a ter cuidados com a postura. Já nos casos que é necessário entrar com medicamento, o médico reumatologista escolhe um anti-inflamatório, se não houver resposta, inicia outro diferente por um período de três meses. Se não houver resposta, o médico entrará com as DMARDs (Drogas antirreumáticas modificadoras de doença), que são geralmente a sulfassalazina e o metotrexato, por pelo menos seis meses.

“Se houver uma resposta não adequada aos medicamentos, o médico poderá indicar os medicamentos biológicos, que podem ser aplicados de forma subcutânea ou pela veia”, conta a reumatologista.

Artrite Psoriásica

Como abordado na palestra do Dr. Cid Sabbag (hiperlink para o post), as psoríases podem acontecer em diversas partes do corpo, como unhas, mãos, joelhos, cotovelos e couro cabeludo, associadas ou não às artrites, dores de coluna, entesites e/ou dactilites, caracterizando-se como uma artrite psoriásica. O diagnóstico é feito de forma similar às outras espondiloartrites.

Reumatocare

O site Reumatocare, lançado em novembro de 2017, reúne diversos conteúdos multimídias informativos sobre as doenças reumáticas. Acesse: https://www.reumatocare.com.br/

Assista a palestra:

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