Endócrinos alertam sobre verdades da tireoide 25 de Maio – Dia Internacional da Tireoide

O Dia Internacional da Tireoide será comemorado em 25 de maio, e os médicos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) fazem uma campanha de esclarecimento ao público sobre a função da tireoide e o hipotireoidismo.

“Qualquer distúrbio na tireoide seja sua hipo ou hiperfunção pode se associar com efeitos em todo organismo. O hipotireoidismo ocorre em aproximadamente 10% dos brasileiros, o hipertireoidismo em torno de 2%-6% e os nódulos de tireoide são ainda mais constantes. A campanha deste ano traz um alerta à população, principalmente, sobre os riscos associados à prática crescente do emprego do hormônio T3 (triiodotironina) para tratamento de obesidade e outras condições clínicas, como a fadiga crônica”, conta Dr. José Augusto Sgarbi, médico da Regional São Paulo da SBEM e diretor do Departamento de Tireoide da SBEM Nacional.

Verdades – A tireoide é a glândula que fica no pescoço e produz dois hormônios: a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), muito importantes em todas as fases da vida, como na formação dos órgãos fetais (principalmente o cérebro), crescimento, desenvolvimento, fertilidade e reprodução. Os hormônios da tireoide exercem ainda importante atuação nos batimentos cardíacos, sono, raciocínio, memória, temperatura do corpo, funcionamento intestinal e no metabolismo.

O hipotireoidismo é uma doença comum que afeta de 8 a 12% dos brasileiros, e a forma mais grave é o congênito, que ocorre no recém-nascido. Se não for diagnosticado e tratado pode causar retardo mental irreversível. Seu diagnóstico é realizado através do exame do pezinho nos primeiros dias de vida.

Durante a gravidez, o hipotireoidismo não diagnosticado e não tratado pode se associar com complicações à gestação e ao feto. Na gestação, o diagnóstico deve ser realizado no primeiro trimestre. Os exames para detectar o hipotireoidismo são a dosagem do TSH e do T4 livre.

Os principais sintomas do hipotireoidismo são sonolência excessiva, sono não reparador (acordar com cansaço), fadiga não habitual durante o dia, preguiça, lentidão e dificuldade para exercer tarefas e funções, esquecimento fácil, concentração baixa, tristeza, intestino preso, ressecamento de pele e cabelos, unhas fracas e ganho de peso inexplicável. Em crianças, o hipotireoidismo atrapalha o crescimento, as atividades e o rendimento escolar.

São consideradas pessoas de risco para hipotireoidismo: mulheres no período pós-menopausa, idosos, pessoas com antecedentes de doenças da tireoide na família, diabetes tipo 1 ou outras doenças autoimunes (Ex: vitiligo, lúpus, artrite reumatoide), antecedentes de radioterapia no pescoço ou em uso de medicamentos como amiodarona ou lítio.

O tratamento do hipotireoidismo deve ser feito, exclusivamente, com o uso da Levotiroxina (T4). O T3 ou triiodotironina não deve ser utilizado no tratamento do hipotireoidismo, exceto em raras circunstâncias.

Hormônios tireoidianos não devem ser usados em formulações. A prática não é segura e pode causar danos à sua saúde. “Nunca altere a dose e nunca mude a marca de sua Levotiroxina sem antes consultar seu médico”, alerta Dr. Sgarbi.

SBEM-SP

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados as oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.

Serviço:

Twitter: @SBEMSP

Facebook: Sbem-São- Paulo

http://sbemsp.org.br/

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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