Duas razões científicas para não tomar multivitamínicos

Ora se está cansado, ora se dorme mal, ora não se tem apetite, ora é preciso ter mais concentração. São muitos os motivos que levam as pessoas a farmácias para comprar suplementos multivitamínicos, pequenos comprimidos ou pastilhas efervescentes que prometem mil e um benefícios para a saúde física e mental.

Tomar este tipo de fármaco não é prejudicial à saúde, mas também não é tão benéfica quanto isso e tão benéfica quanto outras opções mais naturais e plenas. Quem o diz é a revista Prevention, que falou com alguns médicos e especialistas sobre a toma de multivitamínicos e listou dois motivos cientificamente provados para as pessoas deixarem de recorrer a estes falsos promissores.

Em primeiro lugar, destaca o médico Joshua Russel, recorrendo a um estudo realizado junto de mulheres norte-americanas, os multivitamínicos até podem fazer jus ao nome e ter mesmo muitas vitaminas num simples comprimido, mas estão longe de dar anos de vida a quem os toma… pelo contrário. “Múltiplos grandes estudos epidemiológicos demonstraram, na verdade, um aumento do risco de morte entre as pessoas que tomam multivitamínicos diariamente quando comparadas com aquelas que não tomam”, destaca o especialista.

Embora os multivitamínicos se assumam como uma ‘bomba’ de vitaminas, nada é melhor do que a comida no seu estado mais puro e natural. De acordo com a médica Tania Dempsey, “muitos multivitamínicos à venda em drogarias ou lojas de comida saudável contêm versões sintéticas de vitaminas, que são pobremente absorvidas e não utilizadas eficazmente pelo corpo”, algo que pode provocar uma carência nutricional, especialmente quando a toma dos multivitamínicos leva as pessoas a terem menos cuidados com a alimentação pelo simples facto de acreditarem ter os nutrientes todos nestes comprimidos.

Além disso, destaca ainda a especialista, muitos dos multivitamínicos à venda possuem ainda corantes e outros químicos que podem comprometer ainda mais a absorção dos nutrientes existentes no comprimido e nos alimentos que são ingeridos ao longo do dia.

Para a nutricionista Rachel Link, “se a pessoa tem uma dieta saudável e equilibrada, os multivitamínicos são, na maioria das vezes, desnecessários”, a não ser que o médico entenda que a pessoa precisa de um determinado reforço multivitamínico, como acontece em casos de anemia, doença celíaca, etc. Contudo, há que salientar que o aconselhamento médico é fundamental.

Fonte: Noticias ao Minuto

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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