Digo todos os dias a mim mesma: Força que amanhã é outro dia!

Me chamo Natália Ferreira e com 16 anos tive uma crise onde travou todas as minhas circulações, e então fui internada como uma aberração. Passei por inúmeros médicos durante 1 mês e parecia um rato de laboratório de tantas biopsias e exames de sangue que faziam. Nada foi constatado, e o mais fácil foi diagnosticar como intoxicação alimentar. Depois de vários dias, injetando POLARAMINE no soro, fui destravando e fui liberada, e então começou a minha luta. Durante 7 anos passei por inúmeros médicos para saber se era algum alimento que tinha alergia, e por muitas vezes me peguei controlando tudo que eu comia para descobrir o que me prejudicava,mas era uma perseguição inútil.

Fui em reumatologistas e me diziam pra procurar psicologo e psiquiatria porque a minha doença era mental. Hoje tenho 24 anos e há 8 meses, GRAÇAS A DEUS, que me colocou um médico competente na minha frente, me diagnosticou como artrite reumatoide, no inicio estava com 154 mgdl, estava quase que travando totalmente novamente, mas com o Metrotexato e mais a cortizona, hoje varia entre 50 à 54.

O ruim dessa doença é que ela não estaciona, depois que comecei o tratamento, as dores eram em um dedo da mão, depois passou para dois dedos, agora são as duas mãos e os pulsos. Tem dia que não dá vontade de levantar da cama, mas tenho que trabalhar, e como é raro eu faltar, quando estou com a AR atacada eles entendem. Minha AR ataca de forma destrutiva quando estou estressada, quando brigo com o meu namorado ou mesmo, quando me alimento mais do que deveria. Sempre fui magérrima, e depois do tratamento, me sinto cada vez mais gorda, e como já tive anorexia, logo após minha internação devido o alto uso de soro na veia, me controlo ao máximo, para não piorar as crises da AR.

Eu digo todos os dias a mim mesma: força que hoje é outro dia, procuro não pensar muito na doença, tentar viver a minha vida o mais normal possível, e dessa forma, as crises não são constantes, digo até que elas somem por algumas semanas, e quando voltam, procuro me distrair com outras coisas. Nunca tive interesse em direitos e benefícios por ser portadora da doença, vou passar a tratar desse assunto com mais carinho,  apesar das fortes dores, ainda não vejo necessidade, porque não tive nenhuma deformação visível, o que acontece é que não tenho força nas mãos, não consigo abrir garrafas, portas etc.

Um conselho eu posso dar as pessoas que sofrem com essa perseguição da AR: VIVAM! Tentem esquecer as dores com outas atividades que não exijam esforços, atualmente faço natação, adoro fazer minhas unhas, passar meu tempo livre com crianças e a minha pequena afilhada recém nascida. Um grande abraço a todos, e cabeça erguida SEMPRE!

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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