Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais: pacientes reumáticos devem se vacinar

Pessoas com imunodepressão têm mais riscos de complicações; vacinação é a forma mais eficaz de prevenção

No Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais (28/07), diversas associações de pacientes reumáticos emitem um alerta para a adesão dos pacientes à vacinação contra as hepatites A e B. As vacinas ainda são a forma mais eficaz de prevenção das doenças. Segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo possuem hepatites. A campanha, que foi instituída pela OMS, tem como lema este ano “Time to test, time do treat, time do cure”, em tradução livre, “É hora de testar, tratar e curar”. Ou seja, apesar da alta taxa de mortalidade e acometimento, as hepatites virais podem ser prevenidas, tratadas e, no caso dos tipos A e C podem ser curadas. Mas atenção: muitas vezes as hepatites são silenciosas, por isso é importante fazer o teste mesmo que não apresente nenhum sintoma.

De acordo com pesquisa realizada por associações de pacientes reumáticos (Grupar/Encontrar, Garce, Grupaes, Grupasp, Superando o Lúpus, RecomeçAR, Abrapes e Alureu), dos 143 entrevistas, 26% disse não se lembrar ou não ter realizado exames para detecção das hepatites. “As hepatites podem causar agravamento da saúde de quem tem doenças reumáticas, já que há uma evolução mais rápida da doença para insuficiência hepática, câncer no fígado ou cirrose quando há imunodepressão”, esclarece a médica reumatologista, Gecilmara Salviato Pileggi, coordenadora da Comissão de Doenças Endêmicas e Infecciosas da Sociedade Brasileira de Reumatologia. 

O que são as hepatites?

As hepatites são doenças que causam a inflamação do fígado, órgão responsável por liberar uma série de substâncias no organismo que são importantes, principalmente para a digestão e metabolismo. As hepatites se não tratadas de forma correta e ágil podem levar a sérios problemas de saúde, como insuficiência hepática, câncer no fígado, cirrose, e até mesmo a morte.  Há diversos tipos de hepatites, porém as mais comuns virais são os tipos A, B e C. Há diversas formas de transmissão. No caso do tipo A, geralmente, é através de água e alimentos contaminados. Já os tipos B e C podem ser contraídos por meio de sexo sem preservativo, materiais cortantes como agulhas, máquinas de barbear, alicate de unhas, entre outros.

Quando os sintomas aparecem, a doença, geralmente, está em estágio mais avançado. Os sintomas mais comuns são fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo, vômitos, perda de apetite, icterícia (olhos e peles amarelados), entre outros. “O tipo A é a forma mais aguda e, que pode, levar à morte, principalmente em pessoas com doenças crônicos e com imunodepressão. Já as hepatites B e C costumam ser as mais silenciosas e só se manifestam quando há uma queda na imunidade ou quando evoluem cronicamente”, esclarece Dra. Gecilmara.

Não há contra indicação para vacinação em pacientes reumáticos, diz especialista

Atualmente, a forma mais eficaz de prevenção são as vacinas. De acordo com a pesquisa realizada pelas associações de pacientes, 51% declararam ter se vacinado, enquanto 49% relataram não se recordar ou não terem recebido a recomendação vacinal durante a consulta médica.“Em geral, não há contra indicação às vacinas que previnem as hepatites A e B em pacientes reumáticos, já que o vírus utilizado é inativo”, elucida Dra. Gecilmara.

Para a vacina contra a hepatite A são feitas duas doses com intervalo de seis meses. As vacinas podem ser encontradas nos CRIEs, Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, em São Paulo, e em postos de saúde em todo o País. Já a vacina contra a hepatite B é aplicada em três doses, com intervalos de dois meses após a primeira dose e seis meses após a segunda dose. “É importante fazer exames após as vacinas para verificar se a resposta imunológica foi adequada”, diz a médica. Para a hepatite C não há vacinação, por outro lado a doença pode ser curada com tratamento adequado oferecido, também, pela rede pública.

Conheça a campanha: OPAS/OMS

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia

Pesquisa: Paciente reumático, você tomou a vacina contra hepatites?, realizada por meio de formulário eletrônico, com respostas voluntárias registradas entre o dia 17 de junho a 25 de julho de 2018.

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