Descobri que tinha uma doença crônica que não tinha cura, somente tratamento.

Recebi o diagnostico de Artrite Reumatoide juvenil quando tinha 12 anos de idade, depois de ir em alguns médicos e não conseguir melhoras.

Quais eram os seus sinais e sintomas? o que você sentia?

Tudo começou com muita dor nas pernas, joelhos e pés, andava mancando  assim que levantava cedo para ir para escola e muita rigidez nas mãos.

Você sofreu algum tipo de preconceito?

Graças a Deus não sofri nenhum preconceito.

Dos primeiros sintomas até chegar o diagnóstico, quanto tempo demorou?

Demorou alguns anos, não me lembro direito o tempo.

Qual  foi  a  especialidade  do  primeiro  médico  que  você  passou?  e  do  médico  que fechou o seu diagnostico?

O primeiro foi clinico Geral, depois fechou com o Reumatologista.

Quais foram os exames que ajudaram a fechar o seu diagnóstico?

Exames de sangue.

Qual foi o seu primeiro tratamento medicamentoso?

Cloroquina.

Como é o seu tratamento hoje?

 Metotrexato, Arava e prednisona.

Você sofreu o sofre com efeitos colaterais dos medicamentos? como convive com isso? Alguma dica? Como é seu dia a dia com os remédios?

Sofri no começo com queda de cabelos, mais já parou, tenho ainda unhas super fracas, boca e olhos secos.

O que passou pela sua cabeça, quando o médico falou “você tem a doença”?

Fiquei triste quando ele disse que era uma doença crônica e que tinha tratamento, mas não tinha cura.

A doença de alguma forma mudou a sua vida? se mudou, conte-­nos, o que mudou e Como mudou?

Mudou bastante, durante esse tempo todo que convivi e convivo ainda, passei por depressão, fui em  alguns momentos muito nervosa, mais agora sou uma pessoa mais controlada e segura, me sinto forte hoje.

O que você fazia antes da doença e hoje não faz mais?

Não posso fazer algumas atividades físicas, nem trabalhar como costureira .

Você tem alguma dica de como ter mais qualidade de vida para compartilhar com outros pacientes? Qual é?

A dica é viver ao lado de pessoas que nos façam bem, que estejam sempre do nosso lado, ter amigos e família que nos ajudem a viver melhor e feliz e é claro fazer o tratamento certo com o Reumato, tomar os medicamentos e praticar atividades para elevar a auto estima para não ficar sedentária.

Se você pudesse melhorar alguma coisa no tratamento da sua doença no Brasil, o que mudaria?

Não pode faltar  medicamentos de  auto custo e ter fisioterapia pelo SUS adequada para a Artrite.

Quer falar mais alguma coisa?

Só agradecer o apoio que vocês estão dando aos pacientes.

Deixe uma frase de incentivo, apoio:

Vamos lutar e ter fé que um dia vamos ter a cura.

Sou Irene Torres Foregato, tenho 43 anos, recebi meu diagnostico de artrite reumatoide com 12 anos de idade, sou de Santa Isabel do Ivai – Paraná. Sou casada, tenho filhos, trabalho como autônoma mas atualmente estou afastada do trabalho.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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