A descoberta de uma doença crônica como a artrite reumatoide

O diagnóstico de uma doença crônica como a artrite reumatoide, traz consigo a perda da condição de “sadio” ou de “saudável”, para uma condição de “doente”. O peso emocional que o paciente recebe junto ao diagnóstico é muito grande e doloroso, pois acarretará uma mudança drástica em sua vida e até, em seus planos e sonhos. Emocionalmente o paciente fica desestabilizado, porque a doença passará ser sua companheira, com a qual terá que conviver diariamente ao longo da vida, deixando de ter a “ESPERANÇA DE CURA”, passando a ter que reaprender a viver, agora com a companhia indesejável da artrite reumatoide.

Infelizmente, a dor e o cansaço (fadiga), são sintomas frequentes na artrite reumatoide e outras doenças reumáticas, dificultando muito suas tarefas diárias, afetando assim seu convívio familiar e social. Muitas vezes, por não serem compreendidos, são tachados como preguiçosos e mentirosos, alguns acreditam que o paciente está inventando ou dramatizando uma situação para não fazerem algo, outros falam que é impossível o paciente estar sempre com dor, ou então, que o paciente só reclama. Tudo isto, deixa o paciente emocionalmente abalado, estressado, triste, se sentindo inferiorizado, com a sua auto-estima reduzida, piorando assim, radicalmente seu físico, aumentando suas dores e piorando sua doença.

Sabe-se hoje que, um dos componentes que mais afetam negativamente no tratamento da artrite reumatoide e de outras doenças reumáticas, é o EMOCIONAL . A ajuda de um profissional habilitado, ou seja, um psicólogo é essencial para o tratamento do paciente, pois juntamente com o médico, fisioterapeuta ou um preparador físico, pode discutir o caso de cada paciente, buscando alternativas para auxiliá-lo e tratá-lo da melhor forma possível para que haja sempre uma evolução positiva em relação ao seu tratamento.

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Psicóloga, formada pela UNISAL , com pós-graduação e especialização em Psicologia Hospitalar pela UNISA. Diagnosticada com AR à quase 7 anos. Amo escrever e ajudar as pessoas a compreenderem melhor a AR, conscientizando a necessidade de uma readequação de vida (tanto física , quanto psicológica, assim como em sua casa e trabalho), para que o paciente tenha mais mobilidade e uma melhor qualidade de vida. CRP 06/69992

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