Convivendo com a Fadiga na Artrite Reumatoide

A fadiga na artrite reumatoide pode ser desde discreta até mesmo aquela fadiga arrebatadora, tudo depende do estágio da doença, se a doença está em atividade ou não.

Quando a AR está controlada (dizemos que a AR está em remissão), a fadiga não está presente, porém se sua doença estava controlada e de repente você se sente fadigada, comunique o seu médico, a fadiga pode ser um sinal de doença entrando em atividade.

A fadiga é um grande ponto de preconceito na artrite reumatoide, digo isso, porque as pessoas ao redor não conseguem entender o que é de fato a fadiga. Muitas vezes as pessoas confundem erroneamente fadiga com preguiça e é neste momento que sofremos uma espécie de bullyng, que tem um impacto psicológico muito grande, pois ninguém sente fadiga porque quer, e também, porque não podemos provar através de exames e laudos que temos fadiga, portanto, se alguém dúvida da sua fadiga e essa pessoa for seu familiar, convide-o a ir ao médico com você para que ela possa entender que fadiga nunca foi e nem será preguiça.

Não permita ser confundido, explique o que se passa com você e procure ser bem entendido. Fadiga é também sintoma da doença e deve ser respeitado.

Na vigência da fadiga, procure organizar suas atividades com tempo espaçado e vários períodos de repouso durante o dia, mesmo que esses repousos sejam curtinhos, deitar um pouco durante o dia ajuda bastante a criar novas energias para enfrentar o dia a dia.

Não deixe que a fadiga tire a sua vontade de viver, reaja, se adapte.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Comentário

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6 Comentários

  1. Essa doença é bem complicada mesmo, passei os mesmos medos, angústias, aceitações. Tenho há 3 anos, decobri com meses e só senti dores fortes no começo. Graças a Deus eu não sinto absolutamente nada, vivo normal e minha medicação é bem fraca.

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