Condromalácia patelar: você pode não ter ouvido falar, mas já pode ter sentido

De nome pouco conhecido, a lesão tem tratamento, mas pode levar a fortes dores no joelho se não for devidamente acompanhada
No centro de uma série de problemas e situações que causam dor, a região dos joelhos merece atenção especial. Entre as origens do desconforto nessa articulação está a condromalacia patelar, uma das doenças mais prevalentes nos consultórios dos ortopedistas. Na prática, é uma lesão que atinge a cartilagem da patela – nome dado ao osso do joelho, também conhecido como rótula –, podendo ocasionar dor na região. Embora seja pouco conhecida pela maioria das pessoas, trata-se de uma questão extremamente comum e que tem tratamento.
Ricardo Bastos Filho, ortopedista e coordenador científico do Hospitalys Ortopedia, localizado no bairro do Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, explica que os sintomas da condromalacia patelar são dores, desconforto ou queimação, derrame articular, estalos ou crepitação – esta última similar à sensação de ter ‘grãos de areia’ na região. “Ao subir e descer escadas, por exemplo, o paciente poderá sentir muita dor. Outro indicador é a sensação de desconforto, ardência ou queimação intensa na região após um longo período sentado com o joelho flexionado”, informa o especialista.
Segundo o médico, o desequilíbrio da musculatura da região da coxa, causado pelo enfraquecimento e pela falta de alongamento de certos grupamentos musculares, resulta em uma distribuição irregular de pressão na cartilagem e no desalinhamento da região da patela. “Isso, associado ao excesso de peso e ao esforço repetitivo, pode impulsionar o surgimento da doença. Além disso, a atividade física inadequada, sem orientação profissional, também é um importante causador do problema.”
Se não acompanhada e tratada adequadamente, a condromalácia patelar pode prejudicar certos movimentos e levar à incapacidade funcional. Curiosamente, apesar de acometer a cartilagem, a doença não tem relação direta com o envelhecimento, sendo mais prevalente no sexo feminino e no período da juventude.
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      Tratamento
Após a constatação do grau da condromalacia pelo especialista, o paciente poderá ter seu tratamento associado à fisioterapia. O objetivo é fazer um trabalho inicial de fortalecimento muscular, atrelado a exercícios que atuem no alongamento dos membros inferiores, para diminuir a reação inflamatória e, consequentemente, a dor.
“Com os músculos da perna fortalecidos e bem alongados, os joelhos contarão com maior estabilidade e a patela sofrerá menos atuação das forças de pressão. Outro fator relevante é que qualquer treinamento deverá ser acompanhado por profissional de educação física para que nenhum movimento seja feito de modo equivocado e prejudique ainda mais os pacientes”, finaliza Bastos Filho.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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