Com artrose não se brinca

Preste bem atenção nestes dados: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a artrose atinge 80% da população mundial com mais de 65 anos. O Brasil é o segundo país mais afetado. No topo do ranking estão os Estados Unidos. Uma pesquisa feita, em conjunto, pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Sociedade Brasileira de Reumatologia, Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação e a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho estimou que até o fim de 2015 esse número chegaria a 12,3 milhões, um aumento de 23%, num período de três anos. Mas os números foram além da previsão. Até dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde registrou 15 milhões de brasileiros com a doença.

Nesse grupo está Elizabete Araújo Ribeiro, 60 anos. Ela recebeu o diagnóstico há 4 anos. “Eu senti uma dor muito forte no joelho. Até travou de tanta dor. Fui ao hospital, e o médico disse que eu tenho artrose no joelho, no ombro e, pior, agora está saindo na mão. Já comecei o tratamento e estou afastada pelo INSS”, conta a cabeleireira.

É desse jeito mesmo. A artrose, também chamada de osteoartrite, atinge principalmente as articulações das mãos, da coluna, dos joelhos e quadris. “A doença degenera as articulações, por causa de uma inflamação. Além das dores, à medida que o tempo passa, o paciente fica com os movimentos limitados. Isso porque é a cartilagem que permite o deslizamento entre duas extremidades ósseas, sem atrito. Como ela (cartilagem) é destruída pela doença, movimentar-se vira uma tarefa cada vez mais difícil”, detalha a reumatologista da Clínica Salute, no Distrito Federal, Drª Eridan Costa de Souza Alves.

E quais seriam as causas dessa doença? Hereditariedade, esforço excessivo nas articulações, lesões mal curadas, obesidade, diabetes e anomalias nas células são os principais fatores. Uma pesquisa com pacientes revela que o primeiro sinal é a dor, como disseram quase 100% dos entrevistados. Depois vieram as seguintes reclamações: crepitação, 87%, deformidade, 85%, limitação de movimentos, 83%, aumento de volume, 74%, e rigidez após repouso, em 72% dos casos. “Sentiu alguma dor diferente e persistente, inchaço, sensação de calor, rangido nos ossos ao sentar ou agachar? Então, é hora de procurar um especialista. Os exames mais usados, neste caso, são o raio-x, a tomografia, a ressonância magnética e a ultrassonografia”, explica a reumatologista.

Os primeiros sinais da artrose aparecem, em média, a partir dos 30 anos. As mulheres são as maiores vítimas, 5% a mais do que os homens. À medida que o tempo passa, a doença piora. O tratamento é à base de medicamentos, fisioterapia e exercícios físicos. Em último caso, o médico opta pela cirurgia.

A artrose não tem cura. Foi com tristeza que Elizabete recebeu essa notícia do médico. ”A minha vida depois que eu descobri a artrose não é a mesma. Tem dias que não levanto, não ando de tanta dor. Já fiz 20 dias de fisioterapia, depois mais 30. Mas, é como o médico falou, a doença vem e fica,” lamenta a cabeleireira.

Se não tem cura, então o melhor é saber administrar a nova realidade. Um bom começo é incluir na rotina as atividades físicas. O sedentarismo, ao contrário do que muita gente pensa, pode agravar a situação. O exercício – sob a supervisão de um profissional – vai hidratar a cartilagem, o que ajuda a pessoa a se movimentar melhor.

“Importante ressaltar que o diagnóstico precoce é importantíssimo. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor. Outro alerta é com relação à medicação. O uso dessas substâncias, inclusive de analgésicos para aliviar a dor, deve ser feito com a orientação do médico. A automedicação é um perigo. Quem tem artrose vai precisar tomar remédios constantemente e usá-los sem a prescrição de um profissional pode resultar em outros problemas”, alerta a Drª Eridan.

Fonte: Segs

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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