Certo dia acordei com dores e dois meses depois recebi o diagnóstico de Artrite Reumatoide

019d540973c44aaa94446b724780b23d315b90a9f4_00001Certo dia acordei com forte dores num braço que passou, dois dias depois apareceu a dor no outro braço e pouco tempo depois na perna. Procurei um ortopedista, fiz exames e não foi encontrado nada de errado na parte óssea, daí ele me sugeriu procurar um reumatologista. Assim o fiz e dois meses depois já estava com o diagnostico de Artrite Reumatoide

Quais eram os seus sinais e sintomas? o que você sentia?
forte dores, inchaços nas mãos, torrnozalos e joelhos.

Você sofreu algum tipo de preconceito?
Não.

Dos primeiros sintomas até chegar o diagnóstico, quanto tempo demorou?
Pouco mais de dois meses

Qual foi a especialidade do primeiro médico que você passou? e do médico que
fechou o seu diagnostico?
Passei por um ortopedista

Quais foram os exames que ajudaram a fechar o seu diagnóstico?
fiz exames de rx. que tirou dúvidas sobre possíveis lesões e exames de sangue para a confirmação da AR.

Qual foi o seu primeiro tratamento medicamentoso?
Metrotexato

Como é o seu tratamento hoje?
Orencia e metrotexato.

Você sofreu o sofre com efeitos colaterais dos medicamentos? como convive com
isso? Alguma dica? Como é seu dia a dia com os remédios?
Tive alergia a um biológicos, deixei de usar.

O que passou pela sua cabeça, quando o médico falou “você tem a doença”?
Foi sofrido saber que deixaria de ser uma pessoa independente.

A doença de alguma forma mudou a sua vida? se mudou, conte­nos, o que mudou e
Como mudou?
Mudou totalmente. Quando tive meu filho não pude dá-lhe banho, para trocar ou amamenta-lo precisava da ajuda de uma pessoa, não pode segura-lo no colo e jamais, jamais pude correr com ele na brincadeira.
Hoje não trabalho mais perdi meu marido, segundo ele eu só chorava, e hoje dependo sempre de alguém pra me ajudar em atividades simples como vesti uma peça íntima, abrir alguma coisa e etc…

O que você fazia antes da doença e hoje não faz mais?
Não posso dançar, não ajoelho, não posso andar só.

Você tem alguma dica de como ter mais qualidade de vida para compartilhar com
outros pacientes? Qual é?
Vivo um dia de cada vez.

Se você pudesse melhorar alguma coisa no tratamento da sua doença no Brasil, o
que mudaria?
Colocaria ambulatórios públicos de reumatologia com médicos especializados e um melhor acesso a medicamentos mais eficazes.

Quer falar mais alguma coisa?
Que os governantes tivessem mais respeito pelo ser humano que sofre, que depende da atenção deles para ser ter uma melhor qualidade de vida.
Disponibilizando médicos públicos e medicamentos mais eficientes ao alcance dessas pessoas que não são poucas.

Deixe uma frase de incentivo, apoio:
Não desista jamais, se hoje tá difícil, creia amanhã vai ser melhor.

Sou a Valdete Carvalho, tenho 51 anos e desde os 28, convivo com Artrite Reumatoide, sou comerciante afastada das atividades laborativas e moro em Salvador/BA.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
×
Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
Anúncios

Comentário

comentários

Olá, deixe um comentário!