Ajudar pessoas com as mesmas condições que a minha, me ajuda a superar a dor

Em 2008 comecei com muita queda de cabelo que durou dois meses e minha dermatologista pediu os exames para os marcadores autoimunes e me encaminhou para um reumato, lá descobri que tinha Síndrome de Sjogren, foi um choque, mas eu fiquei feliz em não ser algo pior. Durante a ajuda psicológica descobri o fundo emocional que me causava sofrimento e isso foi muito significativo. Comecei tomando reuquinol e por conta dele surgiram algumas manchas de pele, e tive que descontinuar o tratamento.

Desde então surgiram problemas respiratórios, parotidite, uma simples gripe virava uma infecção respiratória que poderia durar 50 dias e descobri a asma. Em seguida surgiram as dores na mão, punho e braço direito até o cotovelo, e assim fui diagnosticada com AR há um ano, já tive uma crise de dor intensa. Entretanto, apesar de todo conhecimento, durante um tempo resisti muito em começar a usar o metotrexate e ácido fólico, mas não tive como evitar, pois o medo de ficar com a mão deformada e ter que parar de escrever era maior. Meu cabelo já não é o mesmo, sua textura mudou, agora está ondulado, quebradiço e opaco, não adianta fazer hidratação, gastar milhões, o que para mim também foi difícil, pois não ter mais tanto cabelo atinge muito a autoestima e autoimagem, além da dor constante na mão, que apesar de estar menor, não para completamente.

Hoje eu continuo fazendo psicoterapia para trabalhar isso também, e enquanto psicóloga ajudo as pessoas que sofrem de doenças crônicas autoimunes, degenerativas e dor crônica, o que é algo que me dá muito prazer e me ajuda a entender melhor minha própria condição. Estudo muito as causas psicossomáticas das doenças crônicas e percebo em mim mesma como a ansiedade, preocupações, conflitos emocionais e de relacionamentos, que afetam os sintomas das doenças psicossomáticas, pois sempre que me aborreço sinto minha imunidade baixar. Faz 6 meses que tomo MTX e ainda estou me adaptando a ele, tentando aceitar melhor com a ajuda psicológica.

Me chamo Ludmila Garcia, tenho 33 anos, sou psicóloga, convivo com a artrite reumatoide há 8 anos, moro em Salvador – BA.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

“Conte a sua História”

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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2 Comentários

  1. olá me chamo luci,aos 26 anos fui diagnosticada com artrite,hoje com 45 vivo com muitas dores gostaria muito de conversar com outras pessoas com o mesmo problema

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