A artrite reumatoide pode impactar na escolha da profissão, mas existem sempre alternativas

Sempre que alguém é diagnosticado com artrite reumatoide, deveria receber um manual para a vida social e profissional.

ProfissãoEu, quando tive o diagnóstico, era uma técnica de enfermagem, aspirante a enfermeira. A minha conclusão pessoal foi que a enfermagem seria pesada para a realidade ergonômica e biológica da minha doença. Como uma enfermeira irá trabalhar sentindo dor para escrever, dor para andar longos período? Sim, uma enfermeira anda quilômetros por dia dentro de um hospital. E como, me diga, como uma enfermeira vai lidar com pessoas com vários tipos de doença estando ela recebendo medicamentos que baixam a imunidade? Foram reflexões complexas, mas concluí que a enfermagem para mim, não seria mais possível. Hoje, estou aqui novamente, aspirante, porém, aspirante a jornalista.

É muito comum, as pessoas me perguntarem sobre a profissão ideal para quem tem artrite reumatoide. A resposta é quase sempre a mesma para todos: faça uma reflexão de todos os riscos e impactos da profissão desejada (ou, já efetiva), avalie os impactos sobre a sua qualidade de vida a longo prazo. Avalie os dois itens a seguir e peça ajuda do seu médico:

Riscos Ergonômicos: são aqueles riscos que a profissão pode trazer sobre a sua saúde física ou psicológica. Pontos importante a serem avaliados para quem tem artrite reumatoide: se a profissão requer longos períodos em pé, longas caminhadas, pegar peso, subir escadas, ficar longos períodos sentados e, também, fatores de estresse, como sobrecarga emocional. Não posso deixar de citar que, a pessoa com AR que insiste em uma profissão pesada, pode desenvolver um impacto psicológico grande, pois a frustração de não conseguir produzir pode levar à depressão.

Riscos Biológicos: é aquele risco causado por um organismo ou substância química, vírus, bactéria. Enfim, pessoas em uso de medicamentos imunossupressores (incluindo as classes de medicamentos sintéticos e biológicos), devem evitar ambientes que tragam riscos de contatos com pessoas que podem ter doenças infectocontagiosas. Um exemplo, ambientes públicos, hospitais (áreas de atendimento e assistência direta).

Ainda assim com tamanhos cuidados, é possível trabalhar, sim claro!

Uma boa opção é utilizar as vagas especiais das leis de cotas, pois ela possibilita direito a condições especiais para o trabalho. Atualmente, existem cadeiras, teclados, mouses e outros materiais que são ergonômicos, pois têm como objetivo minimizar os riscos ergonômicos que podem apresentar para o seu utilizador. Ambientes com prováveis riscos de contaminação, podem ter setores administrativos onde o contato com os riscos biológicos são diminuídos.

A grande resposta pra essa questão do trabalho se chama “reabilitação profissional”, lute pelo seu direito na sociedade trabalhista!

Texto original na minha coluna no Blog Viva Bem com Artrite Reumatoide: http://www.artritereumatoide.com.br/viva-bem-com-ar/a-artrite-reumatoide-pode-impactar-na-escolha-da-profissao-mas-existem-sempre-alternativas

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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