É preciso ter em mente o cuidado especial e que uma gripe para quem tem Artrite pode se tornar fatal

Sou portadora de Artrite Reumatoide desde 2010 e como a maioria dos portadores de doenças autoimunes, venho lutando dia após dia. Já tomei vários medicamentos que não conseguiram frear a doença. Tenho 44 anos e não poderia deixar de publicar o que aconteceu comigo.
Desde maio de 2015 comecei com medicação biológica, Certolizumab injetável mensal e Metrotexate 06 comprimidos semanal. Sempre fiz os exames de sangue mensalmente para controle das taxas.
Em dezembro, próximo ao Natal, tive uma infecção urinária e procurei um pronto socorro. Fui medicada com antibióticos e dipirona para a febre. Dia 27/12 viajei para Brasília, onde passaria 10 dias de férias. A febre insistia e dia 03/01 estava com o corpo igual de quem está com hepatite, amarelo e a urina escura. Procurei um PS onde fui internada às pressas para investigação. Fiquei com anemia importante e o fígado disforme e sem cumprir suas funções imprescindíveis.
Fiz inúmeros exames de imagem e de sangue e enquanto isso a infecção se alastrava pelo meu corpo. Um hepatologista me avaliou e suspeitou de hepatite autoimune, pois uma doença autoimune pode puxar outra.
Dia 16/01 tive uma falta de ar muito grande onde os médicos me induziram ao coma e fui entubada, onde fiquei por 10 dias. Tive água na pleura e septicemia. Fiquei muito mal e até transfusão de sangue precisei. Cheguei a um momento que os médicos só me davam 10% de chance para sobreviver.
Mas como lá em cima tem um Deus misericordioso, meu corpo começou a reagir e dia 25/01 os médicos decidiram me desentubar. Dia 26 eu já estava fora do CTI e de lá para cá venho me recuperando aos poucos. Dia 29/01 tive alta e dia 30 retornei ao RJ, onde moro.
Iniciei o tratamento com hepatologista e continuo com reumatologista. Meu fígado ainda não está normal e minha hepato acredita que eu tive uma intoxicação medicamentosa, ainda à esclarecer. Estou em tratamento e me recuperando do trauma sofrido. Estou sem medicação para a atrite até que a hepatologista libere.
Sabe, nunca acreditei nessas possibilidades e não tinha consciência da gravidade da AR e do uso de biológico. Tomava minha cervejinha nos finais de semana, contrariando as orientações do meu médico. Achava que ele estava exagerando.
Estou publicando isso para que tenham consciência de que somos portadores de uma doença autoimune e se faz necessário conhecer nossos limites. Sabe, eu nunca aceitei ter limites e quem sabe tem alguém que também precisa entender isso. Estou afastada do trabalho e em tratamento físico e espiritual, pois hoje, eu acredito que se faz imprescindível na minha vida. Sem as orações de amigos e família, eu não teria resistido. Cuide-se queridos e tenham consciência para que possamos ter uma vida normal, dentro das nossas limitações.
É preciso ter em mente o cuidado especial e que uma gripe para quem tem AR pode se tornar fatal. Não se automediquem! Estejam sempre atentos!
Um beijo a todos e fiquem na Paz.

Sou Patrícia Pereira, tenho 44 anos, e convivo com Artrite Reumatoide desde os 38. Sou Professora e moro no Rio de Janeiro e este é o meu Facebook: https://www.facebook.com/patriciapereira19

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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